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Publicado: 8/05/2026 | 05:32
Dino diz que pagamento de novos 'penduricalhos' está proibido

Gilmar Mendes, Zanin e Moraes também assinaram a decisão
por Agência Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (dia 6) que está proibida a criação de novos benefícios a juízes e membros do Ministério Público após a decisão da Corte que limitou o pagamento dos 'penduricalhos'.
No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.
Contudo, após a decisão, diversos Tribunais passaram a criar novos benefícios que não foram autorizados pela Corte na decisão que limitou os penduricalhos.
Reportagens
No despacho proferido agora, Dino disse que diversas reportagens jornalísticas revelaram a criação de novos benefícios, e que o pagamento ilegal pode gerar a responsabilização de quem liberar os recursos.
“Em virtude de inúmeras notícias veiculadas pela mídia, estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa”, afirmou o ministro.
Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes também assinaram a decisão de Dino sobre os penduricalhos. Eles também foram relatores de ações no STF para derrubar os 'penduricalhos'.
Determinação
Dino também determinou que os presidentes de Tribunais, o procurador-geral da República, o advogado-geral da União, além de procuradores estaduais e defensores públicos, sejam notificados sobre a proibição de criação de novos benefícios.
Após a decisão do Supremo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), principais órgãos administrativos do Judiciário e do MP, aprovaram uma resolução na qual também autorizaram o pagamento de 'penduricalhos' que haviam sido proibidos pelo Supremo.
Fonte: Coluna Servidor Público do Portal Extra com informações da Agência Brasil
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