Destaques, Notícias, Notícias Internacionais Publicado: 7/05/2026 | 07:07

Congresso internacional fortalece agenda de combate ao assédio e à discriminação no serviço público



Evento reuniu lideranças nacionais e internacionais e consolida estratégias para um ambiente de trabalho mais justo, inclusivo e democrático



Foi encerrado nesta quarta-feira (6), em Brasília, o 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público, consolidando-se como um dos principais espaços de diálogo e articulação sobre o tema no país. Realizado no Palácio do Itamaraty e na sede da CNTC, o encontro reuniu cerca de 200 participantes, entre lideranças sindicais, especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil, com foco na construção de soluções concretas para um serviço público mais seguro e igualitário.

A abertura contou com forte protagonismo de lideranças sindicais e institucionais, com destaque para a presidente do Sinditamaraty, Gabriela Perfeito, que ressaltou a importância da cooperação internacional e da inclusão de recortes de gênero e raça nas políticas públicas. Ao lado dela, nomes como Tamara Barbará, referência na luta antirracista no movimento sindical latino-americano, contribuíram para ampliar o debate sobre equidade e representatividade.



Representando a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, o presidente João Domingos Gomes dos Santos teve participação de destaque ao longo da programação, atuando tanto na cerimônia de abertura quanto na moderação do painel sobre “Democracia e Violência Política de Raça e Gênero”. Em sua intervenção, reforçou a necessidade de fortalecer as instituições e garantir ambientes de trabalho livres de assédio: “Não há democracia plena sem respeito à dignidade no ambiente de trabalho. Combater o assédio e a discriminação é uma tarefa coletiva e urgente”, destacou.

O segundo dia aprofundou debates estratégicos, abordando desde políticas afirmativas até saúde e segurança no trabalho. No painel sobre experiências de enfrentamento à violência institucional, o presidente da CLATE, Julio Fuentes, trouxe uma perspectiva internacional sobre organização sindical e resistência, destacando a importância da unidade entre os trabalhadores do setor público na América Latina.



Já no debate sobre riscos psicossociais, a especialista Eliane Monteiro Cesário enfatizou a necessidade de políticas preventivas e de cuidado com a saúde mental dos servidores, tema cada vez mais central nas relações de trabalho contemporâneas.

Encerrando a programação, o painel sobre democracia e violência política contou com a participação de Frederico Dávila, vice-presidente da Internacional dos Serviços Públicos (ISP) , que reforçou a urgência de enfrentar práticas discriminatórias que impactam diretamente a participação política de mulheres e grupos racializados.

O congresso foi finalizado com a presença novamente de Gabriela Perfeito, Tamara Barbará e João Domingos, consolidando o compromisso das entidades com a continuidade das ações e o fortalecimento de uma agenda internacional de combate ao assédio e à discriminação.



Ao término do evento, ficou evidente que a construção de ambientes de trabalho mais justos passa pela articulação entre entidades, governos e pela colaboração internacional, reafirmando o papel estratégico do movimento sindical na defesa dos direitos humanos e da dignidade no serviço público.


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Secom/CSPB
 

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