Notícias Publicado: 6/02/2026 | 06:42

Geap anuncia adesão ao programa do governo federal Agora Tem Especialistas



Iniciativa prevê atendimento a usuários do SUS por planos de saúde em troca de abatimento de parte da dívida com União; presidente da operadora afirma que não há impactados para segurados

A Geap anunciou a adesão ao programa Agora tem Especialista do governo federal — Foto: Geap/Divulgação

A Geap Saúde anunciou nesta quarta-feira (dia 4) a parceira com o Ministério da Saúde para adesão no programa Agora tem Especialista (ATE), do governo federal. A autogestão, que será a primeira operadora nesse modelo a integrar o programa, ficará responsável por atender a população de Niterói e região e pelo Instituto Brasileiro de Assistência e Pesquisa (Ibap Oftalmologia).

O ATE prevê que, em troca do atendimento a usuários que estão na fila esperando por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), as operadoras de plano de saúde e hospitais privados possam ter parte da dívida com a União abatida ou ganho de algum crédito tributário.

Com a adesão, a Geap passará a realizar 360 cirurgias por ano especializadas em oftalmologia, o que totaliza R$ 1,2 milhão em atendimento para a rede pública, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com a Geap Saúde, o objetivo é realizar inicialmente 30 procedimentos especializados por mês.


'Frentes distintas'

Para a diretora-presidente interina da Geap, Ana Cristina Santiago, a atuação integrada da saúde pública e da saúde privada deve ser entendida como estratégica e inteligente.

Ela também ressalta como o programa pode beneficiar usuários da operadora, que em muitos casos, são atendidos pelo SUS em situações de emergência, o que gera a necessidade de ressarcimento ao Ministério da Saúde.

Trata-se de uma ação social independente, que não utiliza a rede credenciada destinada aos beneficiários do plano. São duas frentes distintas: o cuidado integral com quem confia na GEAP e a responsabilidade social com o país — acrescenta Santiago.

A adesão foi feita via edital publicado em conjunto pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e o Ministério da Saúde. Os pacientes atendidos pelo SUS serão encaminhados pelo gestor local para a rede de regulação local, onde a produção será registrada e a dívida de ressarcimento das operadoras com o SUS, abatida.


Fonte: Coluna Servidor Público - Portal Extra