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Publicado: 27/11/2025 | 07:01
MG: Fesmig e CSB Minas se unem à Marcha Histórica das Mulheres Negras em Brasília por justiça racial, reparação e bem viver
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As pautas centrais da marcha incluíram o enfrentamento ao feminicídio, a garantia de acesso à água e saneamento, justiça climática, valorização do trabalho das mulheres negras e a implementação efetiva de políticas de reparação
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Na terça-feira (25/11), a Fesmig – Federação dos Servidores Municipais e Estaduais de Minas Gerais e a CSB-MG (Central dos Sindicados de Brasileiros de Minas) marcaram presença na 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras em Brasília. As diretoras da Fesmig se uniram a líderes de diversas centrais, federações e sindicatos para participar deste momento histórico. A representação no ato se deu com a participação da vice-presidente da Fesmig, Antonieta Faria (Tieta), que também é vice-presidente da CSB de Minas, mas se destaca pelo cargo de Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) nacional, e da Diretora de Assuntos previdenciários Estaduais da Fesmig, Maria Abadia. Ambas mostram que as nossas diretoras buscam valorizar a lutas das mulheres trabalhadores e das servidoras representadas pela federação.
A capital federal amanheceu tomada por tambores, cantos e passos firmes de milhares de mulheres negras de todas as regiões do Brasil e de outros países, transformando Brasília em um grande espaço de resistência e afirmação política. A marcha, que teve início às 11h no Museu Nacional da República e seguiu em direção à Esplanada dos Ministérios, destacou a importância da presença das trabalhadoras do setor elétrico nesta grande mobilização nacional.
As pautas centrais da marcha incluíram o enfrentamento ao feminicídio, a garantia de acesso à água e saneamento, justiça climática, valorização do trabalho das mulheres negras e a implementação efetiva de políticas de reparação. O Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras de 2025 foi lembrado como um marco deste processo organizativo, reunindo reivindicações estruturais para combater o racismo ambiental, social e institucional.
Para as representantes da Fesmig e da CSB de Minas, a participação na marcha reafirma a urgência de enfrentar o racismo estrutural também no sistema de Justiça, onde mulheres negras continuam sendo as mais afetadas pela desigualdade e pela violência institucional. Elas enfatizaram que a luta por reparação, dignidade e igualdade deve atravessar todas as categorias e instituições públicas, simbolizando o compromisso com a luta antirracista e com a defesa dos direitos das trabalhadoras do setor elétrico e de todas as mulheres brasileiras.
Além das representantes da Fesmig e da CSB de Minas, quilombolas, trabalhadoras rurais, ribeirinhas, mulheres urbanas, intelectuais negras, escritoras, líderes comunitárias e ativistas marcharam juntas, denunciando a violência, exigindo reparação histórica e defendendo um projeto de bem viver para mulheres negras e indígenas. Cartazes, cantos e palavras de ordem ecoaram pela Esplanada, reafirmando a força coletiva dessas mulheres que lutam diariamente por direitos.
A marcha contou também com a presença de importantes lideranças políticas. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou o compromisso com políticas públicas voltadas à população negra: “Não podemos admitir nenhum tipo de transfobia, nem desrespeito à nossa diversidade. Queremos construir, em conjunto, políticas públicas para as mulheres negras deste país.”
A Marcha Nacional das Mulheres Negras, em sua segunda edição, reafirma que, apesar dos desafios, a organização coletiva das mulheres negras é uma das forças mais potentes da democracia brasileira.

Fonte: Federação dos Servidores Municipais e Estaduais de Minas Gerais- Fesmig
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