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Publicado: 7/11/2025 | 07:47
Reajuste de benefícios aos servidores federais: ‘Acordo representa avanço, mas não é vitória’, afirma diretor da CSPB

João Paulo Ribeiro "JP" Ribeiro analisa o reajuste dos vales-alimentação e saúde, aponta as defasagens em relação aos outros Poderes e critica a falta de diálogo do governo

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB participou da assinatura do acordo que garante um reajuste de 17,5% no valor do auxílio-alimentação, além de compromisso de reajuste auxílio pré-escolar e assistência à saúde suplementar, condicionado à aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026. No entanto, para a entidade, o resultado representa um avanço, mas não uma vitória.
A avaliação é do Diretor de Relações Institucionais da CSPB, João Paulo Ribeiro "JP", que explicou os motivos da posição. "A verdade é que esse reajuste, apesar de representar um avanço, não é vitória. Por quê? Porque a reivindicação original das entidades, apresentada em janeiro, era a equiparação dos benefícios com os valores pagos aos três Poderes", afirmou.
Avanço insuficiente e defasagem
JP destacou que, mesmo com o complemento que elevará o benefício a R$ 1.200 em abril de 2026, o valor ainda fica muito aquém do praticado no Judiciário, que hoje está em R$ 1.600 ou R$ 1.700. "Nós estamos muito defasados. Achamos que tem que ter uma política única dos três poderes, não ficar diferenciado", defendeu.
Outra crítica severa é o fato de que os aposentados e pensionistas não foram incluídos no acordo. "Os aposentados são o nosso maior trunfo. O ano passado eles não ganharam nada. O que o governo faz para os aposentados e pensionistas é uma maldade a quem sempre produziu", lamentou o líder sindical.
Críticas à estratégia do governo e à falta de diálogo
JP também criticou a forma como o governo conduziu o processo. "O governo tem que mostrar o orçamento e parar de ficar colocando na mídia primeiro as informações antes de informar para o servidor. Nós temos que ter esse respeito mútuo. Isso não mostra o que é um governo que se negocia democrático e popular".
Ele também apontou como um "erro estratégico" a decisão do governo de enviar ao Congresso um projeto de lei único para regulamentar a Convenção 151 da OIT, que engloba temas como negociação coletiva, liberação classista, financiamento sindical e direito de greve. "Deveríamos separar a questão da negociação coletiva. Separar há mais chances de nós efetivarmos a negociação coletiva e lutarmos no Congresso, um Congresso reacionário de extrema direita".
Razões para a assinatura e continuidade da luta
Questionado sobre o porquê de a CSPB ter assinado o acordo, mesmo com as ressalvas, JP foi claro: "Nós não estamos aqui para dispensar recurso, rasgar dinheiro. Para quem ficou sete anos sem negociação, desde o golpe de Dilma até agora, nós não podemos ficar rasgando".
A decisão levou em conta a posição das Centrais Sindicais e de entidades filiadas à CSPB, como o Sindifazenda, Sinaeg, Sinditamaraty entre outras, que concordaram com a assinatura. "A CSPB respeita suas instâncias e suas deliberações. Então fomos lá apenas para exercer nossos trabalhos", explicou.

Conclusão: "Foi o possível e a luta continua"
JP encerrou com uma mensagem de unidade e perseverança. "Estamos felizes, gostaríamos que terminasse o ano melhor, mas foi o suficiente e a luta continua hoje e sempre. E se tivermos unidade, todos os servidores públicos, derrotaremos a reforma administrativa, conseguiremos a aprovação da Convenção 151 e a necessária valorização de benefícios e os salários".
A CSPB reafirma seu compromisso de continuar a pressionar pela equiparação dos benefícios e pela valorização de todos os servidores públicos, ativos e inativos.
Da Diretoria da CSPB participaram:
- João Paulo Ribeiro “JP” - CSPB/CTB
- Flausino Antunes - Sinaeg/CTB/CSPB
- Luiz Riberto da Silva – Sindfazenda/CSPB
- Laércio Bernardes - Associação Policiais MPU /UGT/ CSPB
Clique AQUI e acesse o termo de assinatura para o reajuste de benefícios aos servidores federais
Clique AQUI e acesse mais fotos das assinaturas do acordo
Secom/CSPB
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