Destaques, Notícias Publicado: 10/10/2025 | 11:18

CSPB reforça ofensiva contra a Reforma Administrativa e alerta para riscos ao pacto federativo



Em debate virtual, principais lideranças do serviço público detalharam a tramitação do projeto, os perigos da desestruturação do Estado e as estratégias de mobilização para barrar a proposta no Congresso
 


Em debate virtual, principais lideranças do serviço público detalharam a tramitação do projeto, os perigos da desestruturação do Estado e as estratégias de mobilização para barrar a proposta no Congresso





A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB e o Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta do Distrito Federal - Sindireta-DF realizaram, nesta sexta-feira (10/10), um debate de alto nível para traçar as estratégias de enfrentamento à proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional. O evento reuniu algumas das principais lideranças sindicais do setor público, que apresentaram um panorama detalhado da ameaça e unificaram o discurso pela mobilização nacional.

O debate, mediado pelo jornalista Valdir Borges, contou a experiência do presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, com a expertise de Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado - Fonacate, e com valiosas contribuições de Ibrahim Yousef, presidente do Sindireta-DF. Transmitido ao vivo pela TV Sindireta, o debate virtual permitiu acesso a lideranças sindicais e servidores públicos de todo o país.

 
Clique AQUI e assista à íntegra do debate virtual transmitida pela TV Sindireta  


Síntese dos debates
 

Ilegalidades e retrocessos: Para o presidente da CSPB a proposta de Reforma Administrativa “consegue ser ainda pior que a PEC 32/2020, uma vez que é totalmente ilegal por quebrar o pacto federativo e a independência dos poderes, além de trazer em seu conteúdo um conjunto de retrocessos inadmissível”, reforçou.
 
Riscos à soberania: “A lógica é sempre entreguista. Essa proposta cria mecanismos que enfraquecem o estado e a democracia”, complementou Rudinei Marques.
 
Armadilhas retóricas: Ibrahim Yousef alertou para as armadilhas discursivas de “moralidade”, como cortes de férias supersalários de um grupo muito restrito de servidores, “que só servem para atacar os direitos de uma imensa maioria que recebe baixos salários, não gozam de privilégios, e que são impactados por um acumulo de atribuições diante de sucessivas políticas de redução de estado e do quadro funcional para atendimento ao público. Importante destacar que quem que hoje se ancora no discurso da moralidade, votou a favor da PEC da blindagem”, emendou. 
 
Cabide de empregos: Rudinei revelou um sentimento comum das lideranças sindicais do setor público ao se depararem com o texto da reforma: “ele passa a sensação de que estão tentando utilizar a máquina pública para o recrutamento de cabos eleitorais, utilizando vagas do serviço público para essa finalidade”, revelou o presidente do Fonacate.
 
Negociação coletiva: “Nós, servidores públicos, somos a única categoria de trabalhadores que não possui negociação coletiva. O relator acusa o governo do texto da reforma não contemplar a negociação coletiva. Nós cobramos uma posição do MGI sobre essa afirmação e ainda estamos aguardando uma resposta", afirmou João Domingos. 
 

Chamada à ação e próximos passos
 

O debate serviu como um chamado oficial para a intensificação da campanha contra a Reforma Administrativa. A CSPB e as entidades parceiras devem coordenar uma série de ações, incluindo mobilização nos aeroportos, no Congresso Nacional, nas ruas intensas campanhas nas redes sociais e persistente articulação política nos próximos dias e semanas.
 
Ao final do debate o presidente da CSPB reforçou a necessidade de dobrar o empenho para pressionar os parlamentares a se posicionarem contra a Reforma Administrativa, especialmente se empenhado em participar, no dia 29 de outubro, da Grande Marcha Nacional Contra a Reforma Administrativa em Brasília, a partir da 09h00, em frente ao Museu da República em Brasília-DF.
 
A mensagem final do evento foi clara: a categoria está unida e alerta, e não medirá esforços para defender o serviço público de qualidade e os direitos dos trabalhadores, convocando servidores públicos a sociedade a se engajar nessa luta.
 

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Secom/CSPB

 

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