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Publicado: 9/10/2025 | 07:41
Reforma Administrativa: Servidores Públicos se organizam para pressionar contra a proposta no Congresso, nas redes, nos aeroportos e nas ruas

“Não é Reforma, é demolição”, entoaram parlamentes progressistas e lideranças sindicais do setor público em reunião emergencial na Câmara dos Deputados
“Não é Reforma, é demolição”, entoaram parlamentes progressistas e lideranças sindicais do setor público em reunião emergencial na Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira (09/10) ocorreu uma reunião emergencial da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público na Câmara dos Deputados. Na oportunidade parlamentares progressistas e lideranças sindicais do setor público, entre estes o Diretor de Relações Institucionais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, João Paulo Ribeiro “JP” e o Diretor Adjunto de Política Ambiental e Economia Sustentável da CSPB, Flauzino Antunes Neto, elaboraram estratégias de atuação contra a tramitação e aprovação do texto da Reforma Administrativa no Congresso Nacional, avaliado como terrivelmente prejudicial aos serviços públicos e aos servidores públicos do país. Entre os principais encaminhamentos estão mobilizações no Congresso Nacional, nos aeroportos, nas redes sociais, nas ruas e a formação de Fóruns Estaduais para coordenar essas ações.
Clique AQUI e assista à chamada à mobilização da Deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público
De acordo com o diretor da CSPB, João Paulo Ribeiro “JP”, que esteve presente no encontro, a estratégia foi atualizada e as ações de pressão serão intensificadas. “Ficou encaminhado que nós vamos focar agora em mobilizar e fazer pressão nos aeroportos. Na segunda-feira á tarde já iniciaremos as ações nos estados. Nas terças-feiras de manhã já estaremos de prontidão do aeroporto em Brasília. Nas quartas-feiras, também, durante toda a manhã teremos gente mobilizada por lá. A estratégia é continuar com a vigília e a pressão permanentemente", afirmou “JP”.
Além dos protestos em aeroportos e no Congresso, em frente a Anexo II da Câmara dos Deputados, outra frente de atuação será a formação de “Fóruns Estaduais de Luta dos Servidores Públicos” para descentralizar e ampliar a resistência à proposta. O dirigente sindical também confirmou que a Frente Parlamentar adotou oficialmente a “Marcha Nacional Contra a Reforma da Previdência”, programada para do dia 29 de outubro, integrando-a como prioritária ao calendário nacional de mobilizações.
Leia mais: Reforma Administrativa: Em São Paulo, CSPB alerta servidores sobre os perigos da proposta apresentada
Unidade na luta e alerta máximo

“JP” destacou a importância da unidade entre as diferentes frentes de resistência. Ele citou a atuação da CSPB e de centrais sindicais como CTB, Força Sindical, UGT, e CSB em ambas as frentes de luta. “A unidade e a luta dos servidores públicos é uma só. Não dá para a gente ter duas frentes, assim, atuando distintamente A luta é igual, a luta é justa”, defendeu o diretor.
Um dos principais objetivos, segundo ele, é unificar as forças em uma única grande frente de resistência. “Nós queremos unificar as duas frentes e criar uma única frente de resistência à PEC da Reforma Administrativa. Acho que essa é a saída para que a consigamos vitória, como aconteceu no enfrentamento à PEC 32”, avaliou.
O dirigente também fez um alerta sobre a tramitação da proposta. Ele revelou um dado crucial discutido na reunião: o relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda não conseguiu coletar as 171 assinaturas necessárias para protocolar a nova proposta. “Nós estamos denunciando que os deputados não assinem, porque são 171 votos. Ironia do destino, né? 171. Então, os deputados, 171, nós queremos que não alcancem os votos necessários e a gente precisa que essa PEC pare do outro lado”, disse JP.
A reunião contou com a presença de parlamentares como as deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA), Érika Kokay (PT-DF) e o deputado Pedro Uczai (PT-SC), além de assessores. Diante da gravidade do momento, “JP” adiantou que “reuniões de emergência devem acontecer com bastante frequência, até semanalmente daqui para frente”, sinalizando uma longa e acirrada batalha política.
Secom/CSPB
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