Notícias Publicado: 22/08/2025 | 05:56

Ministério da Gestão diz que não houve acerto com Pedro Paulo, relator da Reforma Administrativa



Recentemente, parlamentar afirmou que havia alterado um dos pontos de sua proposta


Recentemente, parlamentar afirmou que havia alterado um dos pontos de sua proposta





O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) negou que tenha negociado algum ponto da proposta da Reforma Administrativa, relatada pelo deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ). Recentemente, o parlamentar afirmou que havia alterado um dos pontos de sua proposta.

O deputado queria instituir o teto salarial do funcionalismo para os executivos de estatais não dependentes e não listadas na Bolsa de Valores, como Caixa e BNDES. Segundo ele, contudo, após conversa com o governo, a proposta deve excepcionalizar o presidente e os vice-presidentes das empresas.

Pedro Paulo, que é coordenador do Grupo de Trabalho da reforma, deve apresentar o relatório nas próximas semanas.

--- Para ser secretário, ou até para ser presidente de empresa no nível municipal, tem que seguir o teto do serviço público. E por que determinadas estatais do governo federal não dependentes e que não estão listadas em Bolsa, não? Isso é até mecanismo interessante para estimular que o próprio funcionário público dessas estatais ocupe essas posições. E diminui a politização. Valeria para Caixa, BNDES, Dataprev, Serpro (por exemplo). --- disse Pedro Paulo.

--- Estão excluídos o presidente e o vice-presidente, não era o meu desejo inicial, mas, em conversa com o governo federal, foi um dos pontos que a gente negociou. É de diretor para baixo.
Nota oficial

Em nota, porém, o Ministério da Gestão afirmou que "não negociou nenhum ponto da Reforma Administrativa com o Grupo de Trabalho coordenado pelo deputado Pedro Paulo".

"Em reuniões técnicas, a equipe do MGI apenas comentou propostas iniciais do GT e apresentou pontos que já estavam na agenda do ministério, como a avaliação de desempenho", disse, reconhecendo a importância das discussões em curso sobre o assunto no Legislativo.



Fonte: Coluna Servidor Público - Portal Extra