Notícias Publicado: 13/08/2025 | 05:55

Governo Lula anunciará plano de contingência ao tarifaço nesta quarta-feira



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou que o plano terá três ações principais: linhas de financiamento, medidas de cunho tributário e compras governamentais


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou que o plano terá três ações principais: linhas de financiamento, medidas de cunho tributário e compras governamentais

 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


por Iram Alfaia


Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) disseram que o governo Lula divulgará nesta quarta-feira (12) o plano de contingência para fazer frente ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras.

Entre as medidas, Costa antecipa que haverá apoio financeiro e abertura de novos mercados para empresas prejudicadas.

“A ideia geral é apoiar, estimulando que essas empresas possam redirecionar seus produtos para outros países. Fiz reuniões com embaixadores da China e da Índia para identificar oportunidades de exportação”, afirma o ministro em entrevista à rádio Alvorada FM, de Guanambi (BA).


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Tebet explica por que as medidas ainda não foram divulgadas. “Nós não estamos apenas estabelecendo quais os setores que estarão contemplados pelo contingenciamento, porque serão todos os setores que estão tendo prejuízo. Feito esse recorte, que já foi feito, o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço] está separando empresa por empresa dentro de cada setor”, explica.

Ela diz que, na reunião entre o presidente Lula e os ministros, alguns detalhes ainda não estavam “absolutamente esclarecidos”. Segundo Tebet, “o mais importante é dizer que estamos diante de uma negociação. Quando estamos falando de negociação comercial entre dois países, há interesses antagônicos e há interesses em comum”.

Numa audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado, nesta terça-feira (12), a ministra disse que o plano vai ter um impacto fiscal “muito pequeno”. “Temos algumas medidas que vamos trazer da época da pandemia, como subsídios, parcelamentos, prazos, carências e proteção aos trabalhadores. Mas tem um diferencial da pandemia. A gente está estabelecendo quais são os setores atingidos. Dos setores, quais são as empresas atingidas. E, das empresas, quais não conseguiram direcionar sua produção. Tem muito pouco impacto no Orçamento brasileiro. É um valor muito pequeno”, disse.


Haddad


Em entrevista à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou que o plano terá três ações principais: linhas de financiamento, medidas de cunho tributário e compras governamentais. “Estamos autorizando o poder público a fazer determinadas aquisições”, afirma.

De acordo com Haddad, “a preocupação agora é iniciar um programa de apoio, de proteção à economia brasileira”, além de “redirecionar as atenções a outros mercados que vamos ter que explorar com mais ênfase. Felizmente nós aprovamos a maior reforma tributária da história do Brasil em regime democrático, que favorece as exportações. Com essas medidas de crédito e seguro voltados para o exportador, nós vamos começar a proteger a economia brasileira desse tipo de atitude”.




Fonte: Portal Vermelho