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Publicado: 25/07/2025 | 09:44
Mulheres Negras: Pilares invisíveis do desenvolvimento Latino-Americano e Caribenho

"A luta por reconhecimento, equidade e políticas públicas que valorizem a força e a resistência das mulheres negras na construção de sociedades mais justas. Ser mulher, não é fácil, e negra, menos ainda"
"A luta por reconhecimento, equidade e políticas públicas que valorizem a força e a resistência das mulheres negras na construção de sociedades mais justas. Ser mulher, não é fácil, e negra, menos ainda"

No dia 25 de julho, celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, uma data que vai além da homenagem – é um chamado à reflexão e à ação. Representando 28% da população brasileira e grande parte da força laboral na América Latina e no Caribe, as mulheres negras são a base econômica e social de nossas nações, mas continuam a enfrentar uma realidade de desigualdade, violência e invisibilidade.
A força que sustenta, mas que é esquecida
Os números não mentem: enquanto são 62% das chefes de família monoparentais no Brasil, as mulheres negras recebem os menores salários e enfrentam a maior taxa de desemprego (13,9%) – mais que o dobro da dos homens brancos (6,1%). Além disso, 43,3% estão na informalidade, muitas vezes desempenhando trabalhos essenciais, como cuidadoras, domésticas e educadoras, que sustentam o bem-estar social, mas são sistematicamente desvalorizados.
Na América Latina e no Caribe, onde 200 milhões de pessoas se declaram afrodescendentes, três em cada quatro pobres são negras. Essa é a herança perversa de séculos de escravização e exclusão, que ainda hoje se reflete na violência estrutural: mulheres negras são as maiores vítimas de feminicídio, abusos e negligência do Estado.
Histórica dificuldade de ascensão profissional por ser mulher e por “engravidar”
No meio de tantos desafios acima relacionados, é comum em fóruns de debates e grupos de estudo a constatação de uma intensa e persistente dificuldade entre as mulheres de ascenderem profissionalmente. Estas barreiras culturais, perpetuam salários menores mesmo na execução das mesmas atividades e toda ordem de dificuldades na promoção profissional.
Não são incomuns relatos de empresários e recrutadores de mão-de-obra de que “não dá pra contratar quem engravida, pois vai me prejudicar financeiramente”. A CSPB avalia que essa anomalia social precisa ser corrigida por meio de Leis que promovam descontos tributários para quem contrata mulheres, especialmente as negras que ainda sofrem com outras barreiras e discriminações distintas.
Tereza de Benguela e a resistência que inspira
A data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola que, no século XVIII, comandou uma comunidade de negros e indígenas em Mato Grosso, resistindo bravamente à opressão colonial. Sua história simboliza a luta que ainda hoje persiste: por dignidade, reconhecimento e direitos.
É fundamental que este dia nos impulsione à reflexão sobre a persistência das desigualdades e à urgência de um engajamento ativo no combate à dupla discriminação. O racismo e o sexismo não são problemas do passado; eles se manifestam de formas sutis e explícitas no presente, perpetuando um ciclo de injustiça que precisa ser rompido.
Por que este dia é importante para todos nós?
Uma sociedade verdadeiramente justa e equitativa só pode ser construída quando todas as pessoas têm as mesmas oportunidades e são tratadas com dignidade e respeito, independentemente de sua raça, gênero ou qualquer outra condição. A discriminação contra a mulher negra não afeta apenas a elas; enfraquece o tecido social como um todo, impede o pleno desenvolvimento do nosso potencial coletivo e perpetua a exclusão.
A CSPB na linha de frente pela equidade
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB entende que romper esse ciclo exige políticas públicas afirmativas. É urgente:
- Valorizar economicamente as profissões majoritariamente ocupadas por mulheres negras;
- Combater a violência de gênero e racial com medidas protetivas eficazes;
- Garantir acesso à educação, saúde e emprego digno;
- Fortalecer a representatividade nos espaços de poder.
- Apoiar e estimular políticas de cotas raciais, que reparam desigualdades históricas e promovem ascensão social.
- Apoiar e defender Leis de combate anti-racismo, de modo a estimular um comportamento social civilizado, que preserve a segurança e a integridade moral de mulheres, negros e negras.
Como disse Angela Davis, "Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela". E é por isso que a CSPB se compromete a amplificar essas vozes, pressionando por mudanças efetivas. .
25 de julho não é apenas um dia de memória – é um dia de luta!
Junte-se a nós na defesa de um futuro onde nenhuma mulher negra precise carregar sozinha o peso da desigualdade.
#MulheresNegrasResistem #PoliticasPublicasJa #CSPBPorEquidade
Secom/CSPB
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