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Publicado: 18/03/2025 | 05:57
Prévia do PIB indica avanço de 0,9% na economia em janeiro, o maior desde 2003

Novamente, ritmo da atividade econômica surpreende analistas, que apostavam em aumento de 0,22%. Crescimento apontado pelo IBC-Br foi de 3,8% sobre 12 meses até janeiro deste ano
Novamente, ritmo da atividade econômica surpreende analistas, que apostavam em aumento de 0,22%. Crescimento apontado pelo IBC-Br foi de 3,8% sobre 12 meses até janeiro deste ano
por Priscila Lobregatte
O Brasil registrou avanço de 0,9% em sua economia em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, e atingiu 154,6 pontos, maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2003, demonstrando fôlego maior do que o esperado por analistas de mercado.
É o que aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central, considerado como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17).
Quando analisados os índices passados, o avanço foi de 3,6% frente a janeiro de 2024 e de 3,8% ante os 12 meses contados até janeiro de 2025. A alta ainda foi a maior registrada desde junho, quando ficou em 1,1%.
Leia também: PIB avança outra vez com Lula ao registrar crescimento de 3,4% em 2024
O índice segue apontando para um cenário positivo da economia brasileira, na contramão do que analistas do mercado avaliam. De acordo com pesquisa feita pela agência Reuters, a expectativa desse setor era de crescimento de 0,22%.
Em 2024, a expansão do PIB foi de 3,4%, chegando a R$ 11,7 trilhões, de acordo com o IBGE, maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
O índice atingido no ano passado colocou o país entre um dos que mais cresceram em 2024, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil figura na sétima posição, superando a média dos países da OCDE (1,7%), da União Europeia (1%) e do G7 (1,7%).
O IBC-Br ora divulgado deverá influenciar o posicionamento do Banco Central na definição da Selic. A próxima reunião será nesta quarta-feira (19). A instituição segue apostando no aumento dos juros, medida que acaba por prejudicar a produção e o consumo, sobretudo das camadas menos abastadas. A tendência é que haja novo aumento, de maneira que os juros poderão passar dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano, uma das maiores do mundo.
Fonte: Portal Vermelho com Agências
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