Notícias Publicado: 24/06/2025 | 06:35

Em sessão especial no Senado, policiais civis pedem melhorias para a categoria



Representantes da categoria defendem em Brasília melhores condições previdenciárias e fortalecimento de ações de saúde mental para os agentes


Representantes da categoria defendem em Brasília melhores condições previdenciárias e fortalecimento de ações de saúde mental para os agentes

 
Viaturas da Polícia Civil do Rio na altura da Cidade Alta — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo


Nesta segunda-feira (dia 23), o plenário do Senado fez uma homenagem ao Dia do Policial Civil durante uma sessão especial. A data — oficialmente comemorada em 21 de abril — levou representantes da categoria a defender em Brasília melhores condições previdenciárias e o fortalecimento de ações de saúde mental para os agentes.

Para o diretor de Assuntos Parlamentares da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Alex Galvão, regras diferentes para a concessão de pensão à família aplicadas a situações semelhantes geram insegurança.

— A única forma de o cônjuge ter uma pensão integral e vitalícia é se o policial civil morrer em razão de um ferimento. Se está dirigindo uma viatura e a capota, (o cônjuge) não vai ter uma pensão completa. O profissional precisa ter garantias de que, se alguma coisa acontecer, suas famílias não serão prejudicadas — defendeu.


Clique AQUI e assista a partcipação do líder sindical Alex Galvão pelo Instagram da Cobrapol


Ele também se queixou de mudança nas regras de aposentadoria. Para ele, a implantação de uma idade mínima para requerer o benefício aprovada na última Reforma da Previdência, em 2019 (Emenda Constitucional 103), prejudicou a categoria.

— Nós lutamos para ter uma Previdência que não considere a idade, porque, com o tempo que (o policial) coloca à disposição na atividade-fim, não tem como exigir uma idade mínima nesse sentido.

Para Cláudia Alcântara, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo/DF), a reforma da previdência foi "extremamente cruel" para os policiais.
Ela citou o caso de um policial do Distrito Federal, cuja remuneração bruta era de R$ 14 mil, que faleceu em um acidente de trânsito. De acordo com ela, a mulher e a filha do servidor passaram a receber, juntas, R$ 3.200 em pensão.

Ainda de acordo com ela, a valorização do policial vai além da remuneração:

— Quem cuida da sociedade precisa ser cuidado. Quem protege vidas precisa da sua própria vida protegida. Não estamos falando apenas de salário, estamos falando de saúde mental, de dignidade.



Fonte: Coluna Servidor Público - Jornal Extra