Notícias Publicado: 13/05/2025 | 06:16

Decisão do STF sobre piso dos professores pode elevar salários em até R$ 6.000



Veja como as simulações de salários indicam grandes mudanças para os professores, dependendo da decisão do Supremo


Veja como as simulações de salários indicam grandes mudanças para os professores, dependendo da decisão do Supremo
 
 
Dinheiro arte — Foto: OGLOBO / Editoria de Arte


por Gustavo Silva


O julgamento sobre a constitucionalidade do Piso Nacional do Magistério pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiado, mas o impacto das decisões que estão por vir já é motivo de grande expectativa. A principal questão em debate é se o piso será vinculado ao vencimento base da carreira docente, o que poderia representar uma valorização real para os professores.

Caso a decisão seja favorável a essa vinculação, os salários dos profissionais da educação básica terão um reajuste considerável, principalmente para aqueles que hoje recebem abaixo do valor do piso.


Projeções de salários: Como ficariam os vencimentos dos professores


Simulações feitas pelo economista Luciano Bravo, da Inteligência Comercial, indicam que, se o Piso Nacional de R$ 4.580 for aplicado como vencimento inicial da carreira, os reajustes seriam expressivos para vários professores:

- Professor com salário de R$ 3.000 (R$ 1.500 de vencimento básico e R$ 1.500 em gratificações) passaria a receber R$ 6.080, com a inclusão do piso e as gratificações mantidas.

- Professor com salário de R$ 5.000 (R$ 2.000 de vencimento básico) teria um aumento para R$ 7.580.

- Professor com salário de R$ 8.000 (R$ 3.500 de vencimento básico) passaria a ganhar R$ 9.080.


Expectativa dos professores


O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) defende que o Piso Nacional seja vinculado ao vencimento base, para garantir uma progressão salarial de fato, e não apenas como um teto.

Segundo o diretor geral do Sepe, Diogo Andrade, a categoria espera que o STF reconheça o piso como o ponto de partida para uma carreira valorizada, não como um limite.




Fonte: Coluna Servidor Público - Jornal Extra