Notícias Publicado: 13/09/2023 | 05:57

Supremo nega recurso contra reajuste dos professores no Piso Nacional



Ação Direta de Inconstitucionalidade foi protocolada há mais de dez anos


Ação Direta de Inconstitucionalidade foi protocolada há mais de dez anos

 
Supremo nega recurso contra reajuste dos professores no Piso Nacional — Foto: Seeduc


por Gustavo Silva


O julgamento sobre o piso nacional da Educação foi finalizado nesta semana, data limite para recebimento de votos no processo. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que trata do critério de atualização do piso do magistério definido na lei nº 11.738, de 2008. A maioria da corte rejeitou os embargos de declaração na ADI 4848 e, portanto, negou o recurso contra o reajuste dos professores pelo Piso Nacional do Magistério.

A ação analisa os pedidos ingressados em 2012 por governadores de seis estados com uma ação contra o artigo 5º da Lei do Piso, que estabelece o reajuste anual.

Ainda em 2012, o ministro Joaquim Barbosa negou a liminar, ressaltando que "a previsão de mecanismos de atualização é uma consequência direta da existência do próprio piso”. Já em 2021, a ADI 4848 foi julgada improcedente pelo STF, que estabeleceu que a norma como constitucional.

A partir daí, os chefes do Executivo entraram com embargos de declaração e alearam omissão especialmente relacionada à forma de complementação da União aos estados e municípios que comprovarem a impossibilidade de pagar o valor do piso.

Segundo o assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Eduardo Ferreira, a decisão dos seis ministros, até agora, significa que os Estados que descumpriram as resoluções de reajuste do Piso em 2022 e 2023 terão que pagar o retroativo.

– É uma vitória parcial, mas precisamos aguardar o julgamento final. Esperamos que o voto da maioria seja mantido até o 11 – disse Eduardo.


No quintal de casa


No Estado do Rio de Janeiro, profissionais da Educação entraram em greve para cobrar da Secretaria estadual de Educação o pagamento do piso nacional dos professores.

À época, a Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) comunicou, em nota à coluna, que o governo vai garantir que nenhum professor da rede receba menos do que o piso nacional do magistério.

No entanto, a garantia não representa o pagamento escalonado dos salários, exigência da categoria de adequação do piso nacional ao plano de carreiras do estado (PCCS).




Fonte: Coluna do Servidor Público - Jornal Extra