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Publicado: 18/05/2023 | 05:26
IPE Saúde: Fessergs avalia projeto do governo como desconectado da realidade do funcionalismo

Numa avaliação preliminar e bem direta pode-se dizer que o projeto apresentado está totalmente desconectado da realidade do funcionalismo gaúcho e vai acabar jogando milhares de segurados no Sistema Ùnico de Saúde

Numa avaliação preliminar e bem direta pode-se dizer que o projeto apresentado está totalmente desconectado da realidade do funcionalismo gaúcho e vai acabar jogando milhares de segurados no Sistema Ùnico de Saúde. Essa é a opinão da Fessergs. A nova proposta de reestruturação do IPE-Saúde apresentada à base aliada é praticamente a mesma que o Governo já tinha proposto, com um pequeno abrandamento, porém com o mesmo viés, tratando o órgão como plano de saúde e não como sistema. Além disso, passa longe da principal questão que é o reajuste salarial. "Não se pode discutir reestruturação do IPE, sem discutir reajuste salarial, pois foi a falta de reajuste que levou ao congelamento do Instituto e a presente crise", afirma o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud.
Outro ponto a ressaltar no projeto é que o governo não fala quando, nem como vai pagar os débitos que possui com o IPE. Sendo que a CAGE apontou mais de 350 milhões de reais de falta de pagamento. Sendo assim, o Estado que é o grande responsável pela crise do Instituto, continua jogando a responsabilidade nas costas dos servidores com menores salários, enquanto abranda a cobrança dos maiores vencimentos. Ou seja, "Robin Hood" as avessas. Desta forma, a Fessergs entende que esta proposta está longe de oferecer uma solução minimamente responsável, pois no próprio projeto estão tabelas de contribuição para segurados e dependentes que serão corrigidas anualmente. Corrigidas, sem correção de salários. "Ou seja, daqui à pouco os servidores estaduais estarão pagando para se associar ao IPE. Pagando com seu salário e deixando de receber no final do mês. Isto é inconcebível. A trava de 12% para quem tem muitos dependentes não resolve, pois somando esse percentual com 14,5% para o IPE Previdência, mais imposto de renda e demais descontos sobra o quê? Os servidores irão acabar pagando para trabalhar.", alerta Arnoud.
Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul - Fessergs
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