Notícias Publicado: 2/03/2023 | 06:57

Reforma administrativa de Bolsonaro criminalizava servidores, diz ministra



A ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, avaliou ao UOL Entrevista a situação do servidor público — especialmente em face às promessas do governo Lula de aprovar uma reforma administrativa.

Ester Dweck, Ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


A ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, avaliou ao UOL Entrevista a situação do servidor público — especialmente em face às promessas do governo Lula de aprovar uma reforma administrativa.

Segundo a ministra, o foco deve ser dar o "dimensionamento correto" da máquina pública para que ela não fique "nem inchada, nem superdimensionada”:


“O que a gente está fazendo no ministério: um dimensionamento da folha. A gente teve ausência de concursos públicos na gestão Bolsonaro. Em algumas áreas, tem muito menos gente do que o necessário para cumprir [o trabalho]; em outras, você pode ter tido um processo de transformação digital em que não precise da mesma quantidade de servidores que tinha antes.".


Para ela, a proposta enviada pelo governo Bolsonaro em 2020 vai contra o que deseja o atual governo:


“Somos bastante contrários à PEC 32, enviada por Bolsonaro, que tinha como diagnóstico uma visão de certa criminalização dos servidores públicos [...] com foco muito grande em poder demitir, em reduzir dimensão da força de trabalho, reduzir salários, estimular competição entre funcionários públicos e não cooperação".


Dweck também disse que uma proposta de reajuste de 7,8% aos servidores do executivo federal está sob discussão. Um dos focos é aumentar o valor do auxílio-alimentação em 42%, considerando o reajuste de inflação desde 2016, quando houve o último aumento.

Para a ministra, a medida beneficia os servidores que ganham menos e sofreram mais perdas neste período.


Assista à íntegra do UOL Entrevista com Esther Dweck:






 

Fonte: UOL (Adaptado)