Notícias Publicado: 28/02/2023 | 07:18

Nas Nações Unidas, Silvio Almeida propõe aliança mundial contra o ódio



Na tribuna, ante representantes de dezenas de países, ministro dos Direitos Humanos disse que novo governo encontrou “quadro de desmonte e crueldade”


Na tribuna, ante representantes de dezenas de países, ministro dos Direitos Humanos disse que novo governo encontrou “quadro de desmonte e crueldade”

 
“Nossos países assistem perplexos à rápida propagação de discursos de ódio" - Foto: Violaine Martin/ONU


Em discurso nas Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (27), o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, destacou que “o Brasil voltou” ao cenário mundial, e propôs uma aliança contra o ódio. Ele comentou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva encontrou internamente, ao assumir, “um quadro escandaloso de desmonte, negligência e crueldade”. Segundo ele, para os brasileiros, é chegado “o momento de transpor os abismos que nos dividem” e “o momento de construir”.

A fala é uma referência ao projeto de destruição de Jair, Bolsonaro, que ao assumir em 2019 declarou que sua missão era “desconstruir muita coisa” e “desfazer muita coisa”. O que de fato fez. O ministro brasileiro lembrou que o ano de 2023 marca os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


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Por isso, em sua opinião, “devemos olhar para trás e refletir sobre tudo o que conquistamos. Mas devemos também ter a coragem de olhar para frente e ver o quanto nos falta ainda para garantir a dignidade humana, a paz e a prosperidade para os nossos povos”. Tal responsabilidade, no Brasil, se tornou maior depois de quatro anos de bolsonarismo.


Yanomami, Marielle, Bruno e Dom


Nesse contexto, Almeida citou a crise dos yanomami e os assassinatos da vereadora Marielle Franco, em 2018, e como do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em 2022, como simbólicos da reconstrução.

“Lutaremos para que o brutal assassinato de uma promissora política brasileira – mulher negra e corajosa defensora dos direitos humanos, Marielle Franco, não fique impune e grave na memória e no espírito da nossa sociedade a dignidade da luta por justiça”. “Isso também vale para o covarde assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips e de tantos outros defensores de direitos humanos”, prometeu, na 52ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.


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Almeida propôs quatro alianças em sua fala no conselho da ONU. A aliança da sobrevivência, pela vida decente, pelo direito ao desenvolvimento e, por último, a  aliança contra o ódio.
Racismo, xenofobia, sexismo, LGBTfobia

“Nossos países assistem perplexos à rápida propagação de discursos de ódio baseados no racismo, na xenofobia, no sexismo, na LGBTfobia. A extrema direita e o fascismo crescem e articulam-se por meio de redes que não conhecem fronteiras. Façamos com que o amor, a solidariedade e a paz também não conheçam fronteiras”, exortou, defendendo a “força da cooperação e do diálogo para fazer valer as promessas da Carta das Nações Unidas”.


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Fonte: Rede Brasil Atual - RBA