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Publicado: 5/01/2023 | 11:37
Após encontro com novo Ministro da Educação, Diretora da CSPB acredita em importantes avanços na pasta

Rosaura Aparecida de Almeida avalia que posicionamento político da CSPB foi acertado e que é chegada a hora de disputar espaços nas Conferencias de Políticas Públicas e nos Conselhos Nacionais de modo a ampliar a capacidade de intervenção junto ao poder público
Rosaura Aparecida de Almeida avalia que posicionamento político da CSPB foi acertado e que é chegada a hora de disputar espaços nas Conferencias de Políticas Públicas e nos Conselhos Nacionais de modo a ampliar a capacidade de intervenção junto ao poder público
A Diretora Adjunta de Assuntos da Educação e Cultura da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, Rosaura Aparecida de Almeida, participou da cerimônia de posse do novo Ministro da Educação, Camilo Santana. A dirigente sindical acredita em importantes avanços na pasta com a retomada de investimentos, o fortalecimento da educação pública e gratuita, a valorização dos profissionais da educação e a retomada de importantes programas que foram abandonados. Rosaura também avalia que posicionamento político da CSPB foi acertado e que é chegada a hora de disputar espaços nas Conferencias de Políticas Públicas e nos Conselhos Nacionais de modo a ampliar a capacidade de intervenção junto ao poder público.
Abaixo a íntegra da entrevista:
Secom/CSPB: A CSPB apoiou ativamene a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por compreender as evidentes ameaças democráticas e a agenda deliberada de desmonte dos serviços públicos. Como você avalia essa decisão institucinal da Confederação?
Rosaura Aparecida: Diante das ameaças que configuraria a continuidade de um governo de desmonte dos Serviços Públicos, a CSPB tomou acertada decisão de apoio à eleição da alternativa democrática e ampla representada pela candidatura do atual presidente Lula.
Qual a sua avaliação quanto aos quadros selecionados para ocupar as pastas ministeriais neste novo governo e qual a expectativa para o desempenho do novo Ministro da Educação?
É flagrante a diferença na indicação dos Ministros e Ministras deste novo governo: diverso, representativo e altamente qualificado, política e tecnicamente. As pessoas indicadas não só são referência na área que irão comandar, como apresentam um forte compromisso com a democracia e a reconstrução do Brasil. Na pasta da Educação, teremos um Prof. cuja referência no governo do seu Estado, são os importantes resultados na Educação Básica, a ponto de se tornarem objeto de estudo acadêmico em muitas universidades.
Nossa esperança com ele é a retomada dos investimentos, o fortalecimento da educação pública e gratuita, a valorização dos profissionais da educação e a retomada de importantes programas que foram abandonados e representaram um avanço significativo no acesso e permanência de estudantes nos mais elevados graus de Ensino, bem como a democratização nas decisões governamentais representada por conferências, fóruns e conselhos de educação
A Educação e a Cultura foram pastas fortemente atingidas pela retirada de investimentos. As universidades federais ficaram financeiramente fragilizadas e inadministráveis, bolsistas ficaram sem recursos para a continuidade de suas pesquisas científicas, essa situação inédita tende a ser superada na sua avaliação?
A Cultura foi negligenciada a ponto de deixar de ter Ministério. O MinC é agora retomado neste governo,
No Ensino Superior, espera-se a retomada de importantes Programas como o Ciência Sem Fronteiras e a retomada dos investimentos na permanência estudantil. O aumento dos recursos anunciado no discurso de posse apontam nesta direção.
Camilo Santana promete novo pacto pela alfabetização na gestão de Lula, o que evidencia que esta será a prioridade da pasta. Que outras áreas você considera indispensáveis para a lista de prioridades do governo na pasta da Educação?
A educação básica foi ameaçada de completo desmonte enquanto direito universal no governo que se encerra pelas investidas de programas como as escolas cívico militares e pela tentativa de imposição da educação domiciliar, que tensionava afastar crianças e adolescentes do importante convívio estudantil em ambiente escolar.
Considero indispensáveis e acredito: na retomada de investimento no Ensino público e laico, sem a interferência e influência fundamentalista nas decisões ou desvio de recursos; na valorização dos profissionais da educação pela recomposição do Piso Nacional dos Trabalhadores em Educação , na retomada da participação em conferências de educação reconhecidas e legítimas; na revisão da representação no Fórum Nacional de Educação e no Conselho Nacional de Educação – com as entidades que foram destituídas arbitrariamente no governo anterior; e na nova pactuação do Plano Nacional de Educação, que deve ser a bússula das ações governamentais.
Como a CSPB deve atuar políticamente de modo a ampliar a atenção do governo para pastas tão relevantes para o desenvolvimento nacional como as da Educação e Cultura?
Creio que se fazendo presente nos debates, levando propostas para as Conferências de Políticas Públicas que devem ocorrer e concorrendo às vagas dos Conselhos Nacionais de Educação e Cultura, participando assim das decisões que indicarão as políticas defendidas pelos servidores públicos para estas áreas.
Secom/CSPB
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