Notícias Publicado: 12/07/2024 | 06:09

PF investiga espionagem da ‘Abin paralela’ sob Bolsonaro



Sob comando de Bolsonaro, a agência de inteligência Abin, supostamente, espionava membros dos Três Poderes, jornalistas e advogados


Sob comando de Bolsonaro, a agência de inteligência Abin, supostamente, espionava membros dos Três Poderes, jornalistas e advogados

 
De acordo com a corporação, policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão - Foto: Divulgação/Polícia Federal


por Paula Laboissière da Agência Brasil


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (11) a 4ª fase da Operação Última Milha. O objetivo é desarticular organização criminosa que monitorava ilegalmente autoridades públicas, além de produzir notícias falsas, utilizando-se de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com a corporação, policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades de Brasília, Curitiba, Juiz de Fora (MG), Salvador e São Paulo.

Em nota, a PF informou que membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvos do grupo, “incluindo a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente falsas”. “A organização criminosa também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos”.

Os investigados, segundo a corporação, podem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.


Entenda a ‘Abin paralela’


A primeira fase da Operação Última Milha foi deflagrada pela PF em outubro do ano passado. À época, a corporação informou que investigava o uso indevido de sistema de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial por servidores da própria Abin.

“De acordo com as investigações, o sistema de geolocalização utilizado pela Abin é um software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. A rede de telefonia teria sido invadida reiteradas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos”, destacou a PF à época.


Leia mais:


Abin paralela: havia uma ‘organização criminosa’ sob Bolsonaro, diz Padilha

PF: sob Bolsonaro, ‘Abin paralela’ produziu relatório com fake news




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA com informações da Agência Brasil