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Publicado: 14/06/2024 | 06:36
Servidores completam mais de 90 dias de greve: 'O governo investe na educação, mas não investe no profissional da educação'

O ato foi realizado em todo o país, sob a orientação da Coordenação Nacional de Greve – Federação dos Serviços Públicos (CNG-FASUBRA), com o objetivo principal de mostrar ao Governo e à sociedade a determinação dos servidores em defender a educação.
Os servidores técnicos-administrativos em educação completaram 90 dias de greve e realizaram mais um ato em defesa da educação e da reestruturação da carreira PCCTAE na manhã desta terça-feira (11). Em Salvador-BA, o ato ocorreu no Campus do Canela de Baixo e percorreu até a Reitoria da UFBA, demonstrando a força do movimento em defesa da educação.
O ato foi realizado em todo o país, sob a orientação da Coordenação Nacional de Greve – Federação dos Serviços Públicos (CNG-FASUBRA), com o objetivo principal de mostrar ao Governo e à sociedade a determinação dos servidores em defender a educação. No mesmo dia, ocorreu a 6ª Rodada de Negociação da Mesa Específica e Temporária que debate a Carreira TAE, às 16 horas, na Sede do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em Brasília–DF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na segunda-feira (10), o prolongamento da greve dos professores e técnicos das universidades e institutos federais, afirmando que o montante de recursos negociados com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) para recompor os salários dos docentes e servidores é “não recusável”. Além disso, o presidente anunciou R$ 5,5 bilhões em recursos do Ministério da Educação (MEC) para obras e custeio do ensino técnico e superior e a construção de dez novos campi de universidades e de oito novos hospitais universitários federais.
“A orientação agora é analisar os impactos e as questões após 92 dias de greve e as assembleias irão avaliar a proposta do governo. Embora achemos que é insuficiente e tem dois problemas na proposta: não atende os aposentados, que construíram e fortaleceram a universidade e institutos federais; e tem 0% de reajustes para eles, o que consideramos uma injustiça. Além disso, a outra parte ruim é que, mesmo com avanços na proposta, ao final do governo Lula, esta base dos TAEs continuará sendo o menor piso e teto da esplanada, ou seja, a não valorização dos técnicos administrativos. O governo investe na educação, mas não investe no profissional da educação”, disse João Paulo Ribeiro "JP", Diretor de Relações Institucionais da CSPB e Secretário dos Serviços Públicos e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

Fonte: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
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