Notícias
Publicado: 22/09/2021 | 08:16
Ainda sem acordo, ‘reforma’ administrativa segue parada em comissão da Câmara

Prevista para ontem (21), votação do relatório foi novamente adiada. Presidente da Casa quer levar texto ao plenário nesta semana
Prevista para ontem (21), votação do relatório foi novamente adiada. Presidente da Casa quer levar texto ao plenário nesta semana
A falta de acordo entre parlamentares adiou, mais uma vez, a votação do parecer sobre o projeto de “reforma” administrativa. A comissão especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 não se reuniu nesta terça-feira (21), como estava previsto. Com isso, mais uma vez o relatório de Arthur Maia (DEM-BA) deixou de ser votado. Já são pelo menos três versões de parecer sobre o projeto.
Líderes da oposição também se reuniram com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). “Não existe substitutivo ainda por parte do relator”, afirmou o deputado Rogério Correia (PT-MG), coordenador do partido na comissão especial. “Esse relatório não existe porque não há unidade na base do governo. Eu diria que hoje eles não têm os 308 votos para aprovar a PEC (no plenário). (…) Vamos continuar na resistência. O presidente Arthur Lira está querendo colocar em votação no plenário na quinta.”
Depois de vaivéns na semana passada, ficou decidido que a comissão especial se reuniria nesta terça, com os deputados podendo apresentar emendas até as 18h da véspera. Desacordos no texto e pressão de centrais e entidades de servidores provocaram novo adiamento. Durante o dia de hoje, houve novas manifestações contra o projeto governista.
“Deforma” que piora o serviço
À tarde, o líder da Minoria, Marcelo Freixo (PSB-RJ), divulgou uma nota de vários partidos contra a PEC da “reforma” administrativa. “Ela não combate nenhum privilégio, acaba com concurso público e cria indicação política. O Estado vai ficar mais caro e pior para a população brasileira. Então, não é só em nome do servidor, é em nome da população. Isso é uma deforma administrativa.”
Líderes partidários se reuniram ontem para tentar definir um texto com algum grau de consenso, mas o impasse permanece. Entre os principais pontos de crítica, estão os artigos que permitem contratações temporárias (por até 10 anos) e as parcerias com o setor privado. A princípio, o relator retirou o item que possibilitava redução de jornada e salario.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB denuncia sabotagem e tomará providências após retirada do PL 1893/2026 da pauta da Câmara (4516 views • 12/08/2026)
02
CSPB celebra vinculação do Sindsprev-RJ e amplia força na defesa dos serviços públicos (4503 views • 13/08/2026)
03
CSPB e Centrais Sindicais avançam no diálogo com o PL para destravar votação do PL 1893/2026 (4302 views • 20/08/2026)
04
SC: No II Encontro Jurídico da NCST-SC e Fetramesc, CSPB destaca Negociação Coletiva e atuação sindical (4300 views • 17/08/2026)
05
CSPB une forças pelo fim da contribuição previdenciária de aposentados e reafirma apoio à ‘Carta de Brasília’ (4296 views • 14/08/2026)
06
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1 (4014 views • 19/08/2026)
07
Lula dá largada à campanha de 2026 com soberania no centro da disputa (4010 views • 17/08/2026)
08
Lula chega à campanha com mais de 10 milhões de novos empregos formais (3951 views • 18/08/2026)
09
Emendas impositivas e orçamento secreto estão na mira de programa de Lula (3948 views • 13/08/2026)
10