Notícias Publicado: 14/09/2021 | 07:45

Sugestões da Fenapef são incorporadas ao relatório da Lei Antiterrorismo



Diretor parlamentar diz que alguns ajustes ainda devem ser feitos ao texto do deputado Sanderson


Diretor parlamentar diz que alguns ajustes ainda devem ser feitos ao texto do deputado Sanderson





O substitutivo do deputado Sanderson ao texto que trata de ações contraterroristas (PL n° 1.595/19) incorpora sugestões da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A diretoria parlamentar acompanhou os trabalhos de elaboração do relatório, apresentou propostas de alteração para deixar clara a delimitação dos trabalhos da Polícia Federal e, também, assegurar que manifestações da sociedade civil não serão criminalizadas.

“Um dos objetivos é deixar claro na lei que a intenção não é punir quem protesta ou vai para as ruas defender seus pontos de vista”, diz o diretor Marcus Firme. Nessa quinta-feira (09), pouco antes da apresentação do substitutivo, Firme e o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, se reuniram com o deputado Sanderson por videoconferência para ouvirem os últimos ajustes feitos. O diretor parlamentar disse que alguns ajustes ainda devem ser feitos ao longo da tramitação e agradeceu ao deputado por ter recebido todas as entidades da segurança pública e por acatar várias sugestões para o aprimoraramento do texto.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan na manhã desta sexta-feira (10), o relator fez questão de esclarecer que seu substitutivo mantém os objetivos da proposta original, apresentada pelo deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) em 2019. “A ideia chave é dar proteção à Nação brasileira e criar o Sistema Nacional Contraterrorista, algo que nós ainda não temos”, disse. Ele explicou que o SNC vai reunir forças policiais, como a Polícia Civil, Federal e Militar, as Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outras agências relacionadas a ministérios.

Sanderson enfatiza que a ideia não é criminalizar ações populares, mas, sim, “dar a proteção que o Brasil ainda não possui 20 anos após o 11 de setembro”. A ideia, segundo ele, é preparar o país para enfrentar ações terroristas e, também, identificar possíveis atos nessa linha. Ele cita o caso clássico da Operação Hashtag, de 2016, em que a PF identificou atos preparatórios para um atentado terrorista nos jogos olímpicos. “Atos preparatórios são tão graves quanto o próprio ato terrorista”, assegura.

Nesta semana, a Comissão Especial criada para avaliar a proposta inicia os debates sobre o novo texto.



Fonte: Federação Nacional dos Policiais Federais - Fenapef