Notícias Publicado: 7/06/2024 | 06:22

Lula vai se reunir com reitores de universidades e institutos federais para tentar pôr fim à greve



Até agora, muitas idas e vindas marcaram as negociações entre União e servidores da Educação


Até agora, muitas idas e vindas marcaram as negociações entre União e servidores da Educação

 
Buraco no piso do corredor do Centro de Ciências da Saúde no Campus do Fundão, na UFRJ — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo


por Gustavo Silva


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se reunir, até o fim desta semana, com reitores das universidades e institutos federais, para tentar colocar um fim à greve nas instituições, que já ultrapassou dois meses de duração. Até o momento, muitas idas e vindas marcaram as negociações entre União e servidores da Educação. No encontro, Lula vai tratar do pedido de reestruturação de carreiras das categorias e, também, do reajuste pedido pelas entidades representativas.

A indignação dos grevistas é direcionada à demora do governo em responder às propostas apresentadas pelas entidades representativas. O entendimento dentro da categoria é o de que o governo federal, que se elegeu com forte bandeira voltada à Educação, deixou de lado o funcionalismo.

Por isso, além de questões salariais dos funcionários da Educação, há exigência, também, de mais investimento nas estruturas dos locais de ensino.


Anulação


Na última semana, a 3ª Vara Federal de Sergipe tomou uma decisão que impediu o governo federal de fechar um acordo salarial exclusivo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes).

A entidade representa parte dos professores federais em greve. A medida foi anunciada nesta semana e suspende o acordo previamente feito pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na segunda-feira (dia 27). Esse acordo estabelecia um reajuste de 9% em janeiro de 2025 e mais 3,5% em maio de 2026.

De fora, ficaram o Andes e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que acusam a Proifes de agir em conluio com o governo e afirmam que o acordo não põe fim à paralisação. A greve ainda afeta 560 institutos federais e 53 universidades em todo o país.


Acordo


De acordo com a oferta federal, os reajustes serão distribuídos da seguinte forma: 0% em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026. Além disso, haveria uma majoração nos chamados "steps" — progressões de carreira — de 4,5% em 2025 e de 5% em 2026. Para as classes D I e D II, seria estabelecida uma classe única com um nível, que levaria três anos para progredir para o próximo nível.

O secretário de Relações do Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo, afirmou que a proposta atual, com impacto orçamentário de R$ 6,5 bilhões em 2026, é o limite do governo. A pasta reafirmou que não avançará além do acordo com a Proifes, deixando aberto um prazo para que outras entidades levem a proposta para suas bases. Feijóo mencionou que algumas instituições, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Santa Catarina, já teriam aceitado a proposta.



Fonte: Coluna Servidor Público - Jornal Extra