Notícias Publicado: 21/05/2024 | 05:57

Greve dos professores: União vai a negociação com 'cartada final', na próxima semana



Ideia do governo federal é encerrar paralisação, que já passou da marca de cinco semanas


Ideia do governo federal é encerrar paralisação, que já passou da marca de cinco semanas

 
Servidores técnicos de universidades federais iniciam greve, após assembleias — Foto: Reprodução / Divulgação


por Gustavo Silva


O governo federal planeja assinar o reajuste nos salários dos professores de universidades e institutos federais na próxima segunda-feira (dia 27). A data foi confirmada aos representantes dos docentes em reunião na última quarta-feira (dia 15). Na ocasião, foi mantida a proposta de reajuste salarial zero para 2024, mas com a promessa de melhorias nos anos seguintes.

A proposta do governo visa encerrar as greves que duram cerca de um mês. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), professores de 53 instituições federais de ensino estão em greve, com mais duas instituições previstas para aderir nos próximos dias.

As modificações propostas trarão reflexos financeiros através de alterações nos degraus da carreira. Cada classe e cada nível terão um índice de aumento diferenciado, eliminando o índice unitário. O reajuste variará de 13,3% a 31%, dependendo do nível.

A proposta foi apresentada na Mesa Específica e Temporária da Educação, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), com participação do Ministério da Educação (MEC) e representantes dos docentes.


União considera que oferta valoriza os servidores


Segundo Jose Lopez Feijóo, secretário do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o percentual de aumento ofertado passa para 23% a 43% se for considerado o reajuste linear de 9% pago em 2023.

— Isso significa não só a recomposição de toda a inflação prevista de todo o mandato do presidente Lula, que é de 15%, como uma recuperação importante de perdas de governos passados que sequer recebiam os trabalhadores para qualquer tipo de diálogo.

Além disso, o governo destaca o recente aumento nos benefícios de todos os servidores do Executivo federal. O auxílio-alimentação subiu de R$ 658 para R$ 1 mil (51,9%); o auxílio-saúde, de R$ 144 para R$ 215 (49,30%); e o auxílio-creche, de R$ 321 para R$ 484,90 (50,7%). Os recursos para esses reajustes estão reservados no Orçamento de 2024.




Fonte: Coluna Servidor Públicos - Jornal Extra