Notícias Publicado: 14/06/2021 | 09:05

Alerta: 'A PEC 32 vai promover o desmonte do serviço público'



Em live promovida pela Rede Humint, diretor Werneck explicou os riscos da aprovação da Reforma Administrativa


Em live promovida pela Rede Humint, diretor Werneck explicou os riscos da aprovação da Reforma Administrativa





O diretor jurídico da Fenapef, Flávio Werneck, detalhou um a um, nessa quinta-feira (11), os riscos de aprovação da Reforma Administrativa (PEC 32/2020). Em live promovida pela Rede Humint, Werneck demonstrou que a reforma não ataca os problemas reais no serviço público. Ela promove o total desmonte e abre a possibilidade de alterar – e até extinguir - carreiras e atribuições de servidores por decreto, sem aval do Legislativo, por exemplo.

O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e tramita agora em Comissão Especial. O relator, deputado Arthur Maia (DEM-BA), tem prazo de até dez sessões para apresentar seu parecer. Isso pode acontecer até o final do mês.

“O trabalho é pela rejeição da PEC 32/2020, que sucateia e desmonta os serviços públicos”, afirmou Werneck. Em paralelo, os profissionais das forças de segurança também trabalham para coletar as assinaturas necessárias em algumas emendas ao projeto.


Críticas, problemas e resistência


São muitas as críticas ao texto original, apresentado pelo Executivo. Ainda que tenha havido algumas modificações na CCJ, o relatório aprovado mantém problemas como a definição de quais serão os cargos considerados típicos de Estado. Da forma como foi construído, o projeto abre a possibilidade de que apenas um cargo de uma mesma carreira se enquadre na definição. “Por exemplo, o delegado seria um cargo típico de Estado, mas os agentes, papiloscopistas, peritos e escrivães, não”, detalhou Werneck.

Há ainda outras questões como a estabilidade, a irredutibilidade dos salários e o regime jurídico do servidor que estão ameaçados pela Reforma. Ela também abre a possibilidade de que os cargos de chefia sejam ocupados por pessoas de fora da carreira – nomeados pelo chefe do Executivo.

Os servidores públicos prometem resistir. Já está programada uma mobilização contra a reforma no próximo dia 23. Convocada por mais de uma centena de entidades representativas de servidores públicos reunidas no Movimento Basta, o objetivo é demonstrar a contrariedade da sociedade e do funcionalismo e pressionar os parlamentares pela não aprovação da PEC 32/2020.



Fonte: Federação Nacional dos Policiais Federais - Fenapef