Notícias nos Estados Publicado: 11/06/2021 | 09:45

MG: No Radar 100,9 em Teófilo Otoni, Cosme Nogueira, presidente da Feserp Minas, fala sobre a Reforma Administrativa



O presidente da Feserp Minas deixou claro toda a movimentação nacional contra esta “reforma” e o mutirão que participa para realização de Audiências Públicas no estado de Minas Gerais para combater esta PEC.

Cosme Nogueira, presidente da Feserp Minas, em entrevista ao programa Radar 100,9


Convidado por mais um meio de comunicação, o presidente da Feserp Minas, Cosme Nogueira, no começo da tarde desta quinta-feira (10), participou do programa Radar 100,9 da Rádio e TV – Rede Imigrantes de Comunicação em Teófilo Otoni. Trabalhando na divulgação e luta contra a PEC 32 – a chamada “Reforma Administrativa” -, o presidente da Feserp Minas deixou claro toda a movimentação nacional contra esta “reforma” e o mutirão que participa para realização de Audiências Públicas no estado de Minas Gerais para combater esta PEC.


Acompanhe a entrevista completa:





Em seu destaque inicial, deixou claro que temas tão importantes para a sociedade não deveriam ser discutidos durante a pandemia, fato recorrente na atual administração feita pelo Governo Federal, que, repetidamente, vai na contramão do que a maioria dos outros países fazem para conter a pandemia e nas ações sobre as políticas públicas.

Num segundo momento, foi esclarecido que sobre a PEC 32 há uma falácia como pretexto para alteração do Estado brasileiro. “Fala-se sobre retirada de privilégios de servidores públicos, mas a verdade é que o serviço público é essencial para o Brasil, a maioria dos servidores na base não tem a valorização que merece, nem as condições de trabalho, e num momento tão delicado, mostram seu valor durante a pandemia do Covid-19.”

Neste momento de pandemia, com diversos problemas acarretados, Cosme falou como o serviço público e as instituições prestaram e prestam um grande trabalho para a população, como o SUS e os profissionais de saúde, a segurança pública, os serviços de limpeza urbana, setor de obras, profissionais de fiscalização e demais trabalhadores que normalmente estão na linha de frente neste combate ao coronavírus.

“O serviço público serve para a proteção social, não tem nada a ver com gerar lucro, foi feito para servir ao cidadão. Essa Proposta de Emenda Constitucional visa acabar com o serviço público, já que acaba com o concurso público, abrindo espaço para o gestor municipal, estadual ou federal, trabalhar através de decretos, contratações temporárias e processos simplificados, culminando na criação de “feudos eleitorais” e facilitando a corrupção dentro do serviço público.”

Questionado durante sua explanação sobre como os possíveis cargos temporários podem resultar em funcionários demagogos e sem autonomia, o presidente da Feserp Minas falou sobre como isso afeta a máquina pública, abre precedentes autoritários para os gestores e representa o fim de qualquer estabilidade para o trabalhador, ressaltando que o contribuinte também é diretamente afetado por essas consequências com serviços cada vez menos eficazes.

No decorrer da explanação e entrevista, Cosme ainda falou muito sobre a realidade brasileira e, principalmente, sobre a realidade do serviço público no Brasil. 



Fonte: Federação Estadual Única, Democrática dos Sindicatos de Servidores, Funcionários Públicos das Câmaras de Vereadores, Fundações, Empresas Públicas, Autarquias e Prefeituras Municipais de Minas Gerais - Fesep/MG