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Publicado: 4/05/2021 | 09:05
Sispesp: Live destaca desafios das mulheres na segurança pública
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O Sispesp realizou na última quinta-feira (29) mais uma live “Em tempos de Pandemia”. Desta vez, a roda de conversa abordou a situação das servidoras que atuam na Segurança Pública do Estado de SP com o Tema: "Os Desafios das Trabalhadoras em Serviços Essenciais do Estado de São Paulo". A live, coordenada pela diretora da Mulher Kátia Rodrigues, contou com presença do presidente Lineu Mazano na abertura.
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O Sispesp realizou na última quinta-feira (29) mais uma live “Em tempos de Pandemia”. Desta vez, a roda de conversa abordou a situação das servidoras que atuam na Segurança Pública do Estado de SP com o Tema: "Os Desafios das Trabalhadoras em Serviços Essenciais do Estado de São Paulo". A live, coordenada pela diretora da Mulher Kátia Rodrigues, contou com presença do presidente Lineu Mazano na abertura.
Assista:
Para debater o tema, foram convidadas a delegada Dra. Jamila Jorge Ferrari, dirigente e coordenadora do Serviço Técnico de Apoio as Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher, coordenadora do Projeto Integrar (curso de capacitação no atendimento das vítimas de violência doméstica e sexual) e Conselheira no CECF; e a policial Penal, Fabíola Castilho, coordenadora do Movimento Mulheres Guerreiras no Sistema Prisional e organizadora do Fórum das Mulheres Policiais Penais do Brasil.
Ao fazer a abertura da transmissão, a diretora Kátia Rodrigues reforça a importância do debate acerca das condições de trabalho das servidoras do setor, um universo predominantemente masculino.
Em sua fala inicial, destacou que no Estado de São Paulo existem 22 unidades prisionais femininas e 159 masculinas. Penitenciárias são 11 femininas e 77 masculinas, e que essas unidades abrangem o Estado inteiro, dificultando as condições de trabalho das servidoras concursadas.
" Atualmente existem em média 15mil mulheres encarceradas, espalhadas por todo o Estado, e isto mostra a importância das policiais penais femininas, destaca"
Fabíola expôs os desafios das policiais penais, antes chamadas de agentes penitenciárias, e a desigualdade em comparação aos homens e o déficit funcional. “É muito difícil nossa vida. A gente sente saudades da família, dos amigos, e devido a localização da unidade aonde estamos, já cheguei a dormir no volante voltando pra casa de tanto cansaço”.
Segundo Fabíola, as mulheres compõem apenas 15% da categoria. Esse foi um dos motivos que motivou a criação do Movimento Mulheres Guerreiras, ela explica. “Plantamos a semente. Esperamos que ela cresça e floresça”, afirma Fabíola.
Ao anunciar a presença da próxima palestrante, a diretora do Sispesp recorda sobre a primeira delegada mulher do Estado, Dra. Ivanette Oliveira Veloso em 1975 e a primeira delegada mulher a assumir a primeira DDM, Dra.Rosemary Corrêa ( Delegada Rose) em 1985.
A delegada Jamila explica que o cenário de desigualdade entre homens e mulheres na policia civil não é diferente. “Percebemos nas carreiras e profissões da área de segurança pública ainda somos muito poucas, em razão de ser uma área considerada masculina. E não existe isso. O que existe é a vocação. Tenho amor pela minha profissão, e cada mulher tem o direito de seguir a sua”, afirmou a delegada.
Jamila detalhou o Projeto Integrar que visa extinguir o machismo intrínseco na Policia Civil. “Sabemos que é um ambiente machista, assim como a sociedade. Mas queremos criar no policial a empatia com a mulher vítima de violência doméstica e sexual. Fazer com que ele deixe seus preconceitos dentro de casa. Não podemos ser causa de desistência da denúncia, mas sim a mão que vai ajudar a mulher a romper esse ciclo de violência”.
A delegada completa: “Isso é possível. Basta a mulheres se sentirem bem acolhidas na porta de entrada”. Atualmente o Estado de SP tem 138 (DDM's) Delegacias de Defesa da Mulher, sendo 07 com atendimento 24Hs.
“Hoje as mulheres tem a DDM Online que surgiu na pandemia, mas veio para ficar, porque trouxe mais segurança para as mulheres. A ferramenta tem um índice de satisfação de 98% e atende todo o Estado”, finaliza Jamila.
Em suas considerações finais o Presidente do Sispesp agradece a participação das convidadas, e alerta sobre os grandes desafios que o serviço público tem pela frente diante ao governo federal e estadual.
Katia Rodrigues encerra a live agradecendo o apoio das entidades Sispesp Fessp-Esp CSPB e NCST-SP, na qual esta como diretora de assuntos da mulher, a participação de todos(as) que acompanharam pelas redes sociais, ao presidente Lineu que sempre apóia as causas das mulheres, as palestrantes, e finaliza convidando a todas e todos para a próxima que será em breve.
Denúncia – Acesse o site da DDM ONLINE (https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home)
Fonte: Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo - Sispesp
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