Destaques, Notícias Publicado: 11/06/2025 | 06:58

Reforma Administrativa: CSPB alerta para riscos à estabilidade e serviços públicos



"Iniciaram as discussões sem a participação dos servidores. Adianto que, quando contribuirmos, não aceitaremos uma reforma que abra brechas para perseguições políticas e coloque em risco a soberania do Estado", afirma presidente da CSPB, João Domingos

 


"Iniciaram as discussões sem a participação dos servidores. Adianto que, quando contribuirmos, não aceitaremos uma reforma que abra brechas para perseguições políticas e coloque em risco a soberania do Estado", afirma presidente da CSPB, João Domingos





Enquanto o Grupo de Trabalho (GT) da Câmara dos Deputados discute a Reforma Administrativa, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB reforça seu alerta sobre os perigos da flexibilização da estabilidade para os trabalhadores do setor público. Durante audiência pública nesta segunda-feira (10/06), deputados e representantes do terceiro setor apresentaram visões divergentes, mas a CSPB, mesmo não tendo partcipado com algum representante na mesa de debatedores, mantém seu tom de preocupação máxima com propostas que podem submeter servidores a critérios subjetivos de avaliação, abrindo espaço para perseguições e comprometendo a continuidade dos serviços essenciais.

"Iniciaram as dicussões sem a participação de nós, servidores. Adianto que, quando contribuirmos, não aceitaremos uma reforma que abra brechas para perseguições políticas e coloque em risco a soberania do Estado", afirmou o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.


Assista abaixo à íntegra da audiência pública na Câmara dos Deputados pela CSPB TV:
 


 

Deputados sinalizam diálogo, mas CSPB exige garantias


O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), afirmou que "não serão retirados direitos" e que a reforma não terá "viés fiscalista", agendando uma audiência dedicada às entidades do serviço público para o dia 17/06. Já o deputado Zé Trovão (PL-SC) declarou buscar "eficiência do Estado, não seu desmonte", assegurando que o objetivo é "dar tranquilidade aos servidores".

Porém, o presidente da CSPB, João Domingos, analisou as discussões virtualmente e ponderou: "Não basta escutarmos promessas se a base da reforma preservar a lógica da precarização. Flexibilizar a estabilidade significa expor servidores a demissões por motivações políticas, sob a desculpa de 'avaliação de desempenho'. Quem definirá esses critérios? Será uma ferramenta de justiça ou de perseguição?"

Outros parlamentares, como André Figueiredo (PDT-CE) e Pedro Campos (PSB-PE), defenderam a valorização do servidor como peça central para um Estado eficiente. Campos destacou: "Se o Estado promete SUS, educação e segurança públicas de qualidade, precisa de servidores concursados, não de outros mecanismos de ingresso".


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Terceiro setor propõe mudanças polêmicas: avaliação de desempenho e fim da estabilidade


Representantes de think tanks e institutos apresentaram demandas que acendem o sinal de alerta para a CSPB. Jessika Moreira (Movimento Pessoas à Frente) defendeu "avaliação de desempenho e desligamento de servidores estáveis que apresentarem, ‘após muitos estímulos’, resultados insuficientes", enquanto Tatiana Ribeiro (Brasil Competitivo) focou na "transformação digital" como prioridade.

Felipe Drummond, especialista em reformas, lembrou que "90% dos servidores estão em Estados e Municípios", cobrando propostas que sejam pensadas para estes entes. Renata Vilhena (Instituto República.org) sugeriu políticas de cotas e combate a assédio, mas também criticou "supersalários e benefícios distorcidos" (Clique AQUI e acesse as lâminas de apresentação da debatedora Renata).

Para Domingos, porém, o risco é claro: "Falam em 'modernização', mas o cerne que nos reocupa é criar mecanismos para demitir sem justa causa. Precisamos nos manter mobilizados e em alerta, pois se tal proposta for mal encaminhada, ela inviabilizará um serviço público imparcial e técnico".


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CSPB articula resistência
 

A CSPB segue mobilizando sindicatos, centrais e o Instituto Servir Brasil para contrapor a narrativa da reforma. "Não nos calaremos. Vamos exigir um debate transparente e propor um modelo que fortaleça o Estado, não seu desmonte", afirmou Domingos.


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Próximos passos:


- Acompanhar de perto a audiência do dia 17/06;

- Ampliar pressão sobre parlamentares;

- Denunciar riscos de perseguição política e precarização.


Clique AQUI e acesse Plano de trabalho atualizado do GT da Reforma Administrativa 


"O jogo não está fechado. Se a reforma for para modernizar, que priorize ouvir quem sustenta o serviço público", concluiu o presidente.
 

Clique AQUI e acesse mais fotos da audiência


Cronograma das pasrticipações: 


00:03:26 Governo já realizou três reuniões
00:16:04 Deputado Zé Trovão (PL-SC)
00:19:28 Deputado André Figueiredo (PDT-CE)
00:21:08 Deputado Pedro Campos (PSB-PE)
00:24:27 Deputado Neto Carletto (Avante-BA)
00:27:10 Tatiana Ribeiro - Movimento Brasil Competitivo
00:42:35 Vera Monteiro - Movimento Pessoas a Frente
00:56:50 Felipe Drummond - Movimento Pessoas a Frente
01:01:07 Renata Vilhena - Instituto República.org
01:17:18 Deputado Pedro Paulo (PSD-RJ)
01:21:40 Deputado Júlio Lopes (PP-RJ)
01:28:10 Deputado Pedro Campos (PSB-PE)




Secom/CSPB

 

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