Destaques, Notícias Publicado: 4/12/2020 | 11:53

Diretora de Previdência da CSPB alerta para risco de migração dos RPPS’s para RGPS em plano apresentado pelo governo



Rosana Cólen Moreno alerta que os Regimes Próprios de Previdência Social podem ser extintos e só a previdência complementar terá vida. “Corremos o risco de os servidores que ganham pouco serem tratados, de forma geral, como é no RGPS”.
 

Rosana Cólen Moreno, Diretora de Assuntos da Previdência e Seguridade Social da CSPB


O Instituto Nacional do Seguro Social publicou, no dia 25 de novembro, a Portaria Nº 1.192, que institui, a título de experiência piloto, a Central de Análise de Benefício do Regime Próprio de Previdência Social. O plano apresentado pelo governo desperta preocupação entre dirigentes da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB. A Diretora de Assuntos da Previdência e Seguridade Social da entidade, Rosana Cólen Moreno, alerta que se a regras com os servidores da União forem alteradas conforme o plano do governo, os Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS’s, na amplitude dos estados e municípios, podem resultar na extinção desses regimes e só a previdência complementar terá vida. “O risco que corremos é que servidores que ganham pouco serão tratados, de forma geral, como é no Regime Gera- da Previdência social - RGPS”, argumentou.

A dirigente também chamou atenção para a disparidade entre os servidores públicos civis e os militares: “Os militares já estão fora (e devidamente protegidos), com a criação da proteção social dos militares - Lei 13.954/2019.
 
A especialista chamou atenção para o “caráter financista” dos esforços neoliberais em curso: “Esse plano piloto diz claramente isso. O problema é que não vejo o que fazer, pois a previdência dos servidores, desde 2003 com a EC 41, passou a ser financista e perdeu a palavra social - que ironicamente foi resgatada pelos militares. Tempos difíceis”, lamentou Rosana.

A dirigente da CSPB aponta que a previdência complementar foi projetada pela Emenda Constitucional Nº 20/1998, e foi reafirmada pala Emenda Constitucional Nº 41/2003. “Essa ideia da previdência complementar para os servidores públicos surgiu durante o mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso, anos após a promulgação da Constituição de 1988”, afirmou. Rosana alerta que já existem estudos que visam fundir os regimes de previdência, como o intitulado “Reforma da Previdência Social e Custo de Transição: Simulando um Sistema Universal para o Brasil”, devidamente encomendado para atender interesses meramente financistas em torno da “nossa combalida Previdência Social”.


Clique AQUI e acesse o estudo "Reforma da Previdência Social e Custo de Transição: Simulando um Sistema Universal para o Brasil"


O presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, afirmou que estão sendo amplamente desconsideradas as distinções entre os trabalhadores do setor público e da iniciativa privada. Domingos afirmou que a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil vai buscar todos os caminhos para intervir no projeto piloto de maneira a impedir retrocessos que poderão inviabilizar, em curto espaço de tempo, a Seguridade Social dos servidores.




Secom/CSPB

 

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