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Publicado: 6/06/2025 | 06:57
Servidores públicos em ação: CSPB e Frente Servir Brasil articulam resistência contra Reforma Administrativa após reunião emergencial

Entidades reforçam união e estratégias para pressionar GT da Câmara e garantir voz ativa dos trabalhadores do setor público nas negociações
Entidades reforçam união e estratégias para pressionar GT da Câmara e garantir voz ativa dos trabalhadores do setor público nas negociações

Por um serviço público forte e democrático: mobilização continua após debate virtual histórico
Na tarde desta quinta-feira (05/06), servidores públicos de todo o país (mais de 250 lideranças) se reuniram virtualmente em uma assembleia emergencial convocada pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB e pela Frente Servir Brasil. Com ampla participação de sindicatos, federações e centrais sindicais, o encontro definiu ações urgentes para enfrentar os riscos da Reforma Administrativa em discussão no Grupo de Trabalho (GT) da Câmara dos Deputados.
Clique AQUI e assista a reunião nacional virtual
"Não aceitamos ser excluídos das negociações", afirma presidente da CSPB
João Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB, abriu o debate destacando a união das entidades: "Felizmente, não há disputa de protagonismo entre nós. Estamos diante de uma reforma de Estado, muito maior que uma simples reforma administrativa, que afetará Estados e municípios profundamente", disse.
Domingos criticou a exclusão dos servidores do debate: "O GT invade atribuições de órgãos técnicos e ignora propostas da sociedade civil. Os especialistas em serviço público — os próprios trabalhadores — estão fora da discussão, enquanto o mercado financeiro busca ditar as regras".
Entre os riscos apontados estão a precarização das contratações, o fim da estabilidade e o desvio de recursos essenciais. "A partir dessa nossa reunião, temos apenas 34 dias para agir. Precisamos de audiências públicas e união sindical para além das diferenças", alertou o presidente da CSPB.
GT dominado por interesses adversários
Os participantes denunciaram que o GT está sendo conduzido por grupos políticos e econômicos defensores do Estado mínimo, com viés fiscalista que ignora as demandas da população. "Querem transformar a reforma em um ajuste fiscal, abocanhando orçamentos de saúde e educação", destacou um participante.
Outro ponto crítico foi a estratégia do Congresso Nacional em acelerar a votação ainda em 2024, evitando desgastes ano eleitoral. "Precisamos ampliar nossa bancada no Congresso e enfraquecer adversários, sobretudo os aliados ao bolsonarismo, que ameaça tanto os serviços públicos quanto a democracia", ressaltou outro participante.
“Precisamos de uma coordenação nacional para debater a reforma administrativa no âmbito da Câmara dos Deputados, mas acima de tudo nas assembleias legislativas de todo o país. Esse movimento nacional organizado é o diferencial que precisamos para entrarmos com força nas discussões, impedindo que retrocessos cheguem no atropelo, sem o necessário debate com a participação dos servidores”, reforçou o Diretor de Relações Institucionais da CSPB, João Paulo Ribeiro “JP”.
Estratégias definidas: pressão política e mobilização nacional
As entidades aprovaram um plano com os seguintes eixos:
1º - Pressão institucional: Diálogo urgente com relator do GT e parlamentares integrantes deste grupo. Perseguir reuniões com representantes do governo, sobretudo com o Ministério da Gestão (MGI) e a Secretaria de Relações Institucionais do Planalto.
2º - Mobilização nas bases: Criação de coordenações estaduais e municipais para articular pressão em assembleias legislativas e câmaras de vereadores. "Vereadores são cabos eleitorais de deputados. Pressioná-los é essencial", destacou Marco Antônio Correa “Marquinho”, Secretário-geral da CSPB.
3º - Campanha digital: Viralizar as campanhas e materiais nas redes sociais denunciando os impactos da reforma
Lineu Mazano, Vice Presidente da CSPB, lembrou o sucesso da campanha contra a PEC 32: "Fizemos mais de uma centena de audiências estaduais e municipais. Agora, precisamos mapear cada parlamentar do GT e começar a agir em suas bases".
Encaminhamentos emergenciais:
- Grupo de trabalho nacional: Criado um grupo de WhatsApp para organizar ações, aberto a entidades e aliados.
- Documento unificado: Elaboração de um texto-base para guiar a pressão política em todos os níveis.
- Foco no Congresso: Diálogo com parlamentares federais, independente de alinhamento ideológico. "Precisamos convencer a direita, pois na esquerda já temos apoio", afirmou Luiz Claudiomiro “Chicão”, Diretor de Negociação Coletiva da CSPB.
Carlos Alessander “Carlão” fez um alerta às categorias e ao goveno federal: "Precisamos eleger mais aliados nas próximas eleições. Sem ampliar nossa bancada parlamentar em 2026, seguiremos enxugando gelo e demasiadamente preocupados com os resultados desse enfrentamento permanente. Também questionamos, nessse governo, a dificuldade em acessar o presidente Lula. Fomos aliados de primeira hora e temos convergência ideológica. Ainda assim Lula nos parece um pouco mais acessível apenas para os presidentes de Centrais. Esse caminho precisa ser facilitado para atuarmos conjuntamente na superação dos desafios do presente e do futuro", destacou o Diretor e Imprensa, Divulgação e Relações Públicas da CSPB.
Articulação e próximas agendas do GT
Para a discussão de demais encaminhamentos, foi criado um grupo de WhatsApp para que os interessados debatam e troquem iniciativas, disponível AQUI.
Já estão confirmadas reuniões entre o grupo de trabalho e setores da sociedade civil. Na próxima terça-feira (10/06) haverá a primeira reunião com o terceiro setor, enquanto no dia 17 o encontro será com entidades ligadas aos servidores. Vale informar, também, que no dia 24 de junho o grupo deve se reunir com o setor produtivo.
Clique AQUI e acesse mais fotos da reunião virtual
Secom/CSPB
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