Destaques, Notícias Publicado: 4/08/2020 | 08:54

NCST colabora com ‘Sugestão de Agenda Econômica Mínima’ junto ao movimento Direitos Já



Representada pelo Diretor de Finanças da entidade, João Domingos Gomes dos Santos, Nova Central sugere agenda de suspensão da Emenda Constitucional 95; frear ímpeto privatista do governo; bem como destinar percentual do pagamento da dívida pública para custear ações de enfrentamento à pandemia.

João Domingos Gomes dos Santos, Diretor de Finanças da NCST e Presidente da CSPB



Na última sexta-feira (31/07), a Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST foi convidada a participar das discussões em torno da “Sugestão de Agenda Econômica Mínima”, coordenada pelo movimento “Direitos Já!”, com objetivo de apontar alternativas econômicas e um conjunto medidas emergenciais que permitam, simultaneamente, salvar vidas e salvar a economia, possibilitando a retomada do crescimento no período pós-pandemia.
 
Na oportunidade a NCST foi representada pelo Diretor de Finanças da entidade, João Domingos Gomes dos Santos, que sugeriu, para além das propostas aprovadas pelo movimento, uma agenda política que colabore para: a suspensão da Emenda Constitucional 95; frear o ímpeto privatista do governo e destinar percentual de 3% a 5% do pagamento da rolagem da dívida pública para custear ações de enfrentamento à pandemia de maneira a mitigar suas consequências sanitárias, econômicas e sociais. As sugestões encaminhadas foram bem recebidas pelo coletivo que deve propor e articular, junto ao Congresso Nacional, o conjunto de ações sugerido.
 
“A Nova Central e a CSPB, entidades nacionais que represento, seguirão atuando em parceria com o movimento ‘Direitos Já’. Intensificaremos nossa articulação política em torno da suspensão da Emenda Constitucional 95 durante a pandemia enquanto os diagnósticos científicos confirmarem a persistência de contaminação e todas as graves consequências sanitárias, econômicas e sociais resultantes. Apoiaremos toda e qualquer medida de colabore para um freio no ímpeto privatista do governo, conhecedores que somos de que, em tempos de crise, quem te salva é o Estado, não o Mercado. E, por fim, iremos encaminhar a sugestão de destinar percentual de 3% a 5% do pagamento da rolagem da dívida pública para custear ações de enfrentamento à pandemia. Apoiamos os pontos apresentados na ‘Sugestão de Agenda Econômica Mínima’, mas seguiremos, simultaneamente, apresentando essa agenda ao parlamento brasileiro”, informou João Domingos.
 

Abaixo algumas medidas emergências sugeridas no documento:
 

- Prolongar o programa de renda emergencial até dezembro de 2020, mantendo-se o mesmo valor, e pensar imediatamente em um programa que seja permanente e leve em conta a pobreza infantil;
 
- O Congresso deve acompanhar a seleção dos beneficiários, para garantir a devida transparência e eficiência do processo e, assim, garantir que a política atinja todo seu público potencial;
 
- O prolongamento da renda emergencial deve ser pensado em conjunto com a adoção de uma renda básica de cidadania, sem enfraquecimento dos atuais programas de transferências de renda – especialmente o bolsa-família – ou perda de direitos sociais;
 
- Promover um plano de retomada do emprego sem perda de direitos: a retomada não pode ser às custas dos direitos trabalhistas. Isso já foi tentando no passado recente e fracassou. O Estado terá um papel central na coordenação e indução do processo de retomada dos empregos e da renda, obviamente em parceria com o setor privado, mas também fortalecendo os serviços públicos e ambientais.
 
- Foco imediato de investimentos públicos no segmento de saúde - a começar pela recomposição das verbas do SUS - e saneamento, mas também educação, que foi profundamente afetada pela pandemia;
 
- É importante pensar em uma alteração permanente nas regras fiscais, que não apenas garanta mais flexibilidade e torne nossas regras fiscais anticíclicas, mas que dê um tratamento privilegiado ao investimento público;
 
- Ainda é preciso considerar o apoio aos trabalhadores com carteira assinada - 35,9 milhões, sendo 25 milhões nas micro, pequenas e médias empresas. Para tratar dessa questão, o governo emitiu a MP 936, que permite a suspensão de contratos e a redução de jornada com redução salarial. O teto estabelecido para receber integral é o do seguro desemprego, em torno de R$ 1.800. Foi sugerido na reunião acatar a proposta do relator da MP (936), que estabelece a integralidade até três salários mínimos.
 

Demais encaminhamentos

 
Para além das medidas emergenciais, o documento contempla a criação de um Conselho Nacional de Retomada Econômica, com participação de Executivo Federal, Congresso Nacional, Governos Estaduais, Governo Federal, empresários e centrais sindicais com a atribuição de definir metas de médio e longo prazo e a narrativa para a sociedade. O objetivo do conselho seria definir um plano emergencial de emprego e produção, bem como definir o engajamento dos diferentes atores na sua implementação.
 
A “Agenda Econômica Mínima” sugere, também, espaço para o aumento de investimentos e gastos públicos; a compra de títulos do Tesouro por parte do Banco Central entre outras medidas que estimulem o crescimento com foco na recuperação dos empregos e estabilização da relação dívida pública / PIB no futuro; reforço na atuação do Estado no sentido de estatizar empresas de setores estratégicos como meio de reduzir da dependência do capital privado e resgatar a capacidade de investimento no pós-crise; concluído com conjunto sugestões que visam o fortalecimento do mercado interno e a ampliação da participação brasileira do mercado global.  

 
Clique AQUI e baixe o documento na íntegra

 

 
Imprensa NCST com Secom/CSPB


 

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