Destaques, Notícias Publicado: 18/09/2019 | 05:10

Dirigentes da CSPB participam de encontro internacional do BRICS sobre o futuro do trabalho



Lideranças sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil reforçam que atuarão nas discussões em favor dos trabalhadores do setor público, intervindo para o respeito às normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo país, bem como para a preservação dos direitos, da estabilidade, e do fortalecimento das carreiras, em que pese as ofensivas do governo em sentido contrário.





Lideranças sindicais da Confederação dos Servidores públicos do Brasil – CSPB participaram, nesta terça-feira (17/09), da abertura do Encontro Sindical para o Futuro do Trabalho do evento BRICS Brasil 2019, organizado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O encontro internacional reúne, entre os dias 16 a 20 de setembro, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e no Ministério da Economia, representantes políticos, sindicais e empresariais dos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os dirigentes sindicais da NCST participam das discussões da 1ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Emprego do BRICS, oportunidade em que os representantes da CSPB reforçam que atuarão nas discussões em favor dos trabalhadores do setor público, intervindo para o respeito às normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo país, bem como para a preservação dos direitos, da estabilidade, e do fortalecimento das carreiras públicas, em que pese às ofensivas do governo em sentido contrário.
 
O diretor de Relações Internacionais da CSPB, Sérgio Augusto Jury Arnoud, integrou a mesa de paneilistas e, representando a Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB, apresentou os desafios dos trabalhadores do setor público frente à agenda de desmonte da estrutura social e de serviços do estado brasileiro.
 

Assista a participação do líder sindical, Sérgio Arnoud:
 






O diretor de Assuntos do Ministério Público da CSPB e coordenador da representação da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST no encontro o internacional, Eduardo Maia, também foi um dos paneilistas do evento.  Na oportunidade, Maia colaborou com informações relacionadas aos trabalhadores do setor público, categorias que ofertam serviços indispensáveis ao bem-estar social. O representante da NCST denunciou que os servidores públicos, no Brasil, não têm regulamentada a negociação coletiva e o direito de greve, pilares da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificada pelo país. Maia desconstruiu, na oportunidade, o discurso de que o Brasil possui um “estado inchado”, sendo entre as nações integrantes da OCDE, a que menos dispõe de servidores públicos por habitante.


Assista a participação do representante da CSPB e da NCST:
 






Nas atividades desta terça-feira, painelistas brasileiros e estrangeiros - presentes ou por videoconferência - colaboraram com informações técnicas sobre o futuro do trabalho, crescimento econômico inclusivo e trabalho decente. Os palestrantes – especialistas nos temas em debate - compartilharam conhecimentos que subsidiarão discussões tripartites, com participação de representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores do setrp público e privado.
 
O diretor adjunto de Relações Internacionais da CSPB, Wagner José de Souza, interviu nas discussões levantando questionamentos e recordando o pioneirismo da CSPB na organização da primeira reunião sindical dos BRICS com as entidades do setor público.
 

Assista:


 
 



Conjuntura


Os dirigentes sindicais do BRICS compreendem o impacto dos avanços tecnológicos, das mudanças climáticas e do controle político por grandes players financeiros Internacionais, como uma conjuntura de fatores que colaboram para a disseminação da informalidade e da precarização no mercado de trabalho. Cobrar o exercício das atribuições e reafirmar a responsabilidade social dos Estados na mediação das relações entre capital e trabalho, é apontado como principal instrumento de promoção do desenvolvimento econômico e da plena cidadania, com trabalhadores respeitados em seus direitos, laborando em empregos dignos e protegidos socialmente.







Entre os dirigentes brasileiros prevaleceu a convicção dos efeitos nocivos da Emenda Constitucional 95 que, por congelar gastos primários por duas décadas, reduz a capacidade de investimento em áreas estratégicas como educação, políticas públicas sociais, ciência e tecnologia; motores indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social de qualquer nação. Os sindicalistas denunciaram que os gastos financeiros não foram impactados pelas regras da EC 95. Tal negligência, denunciaram, transformou-se em mecanismo que assegura vantagens relativas ao capital improdutivo, em detrimento da produção; cenário que favorável à concentração de renda, o desemprego estrutural e o encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB). As necessárias mudanças de que o Brasil precisa, avaliaram, passa pela derrubada da EC 95 e a retomada do investimento.






 
Os sindicalistas prosseguem debatendo os desafios do mercado de trabalho com objetivo de, ao final das discussões, elaborarem uma proposta que apresente alternativas viáveis de superação do desemprego, da informalidade e do trabalho precário.


Representação da CSPB







O presidente da entidade, João Domingos Gomes dos Santos e os dirigentes Sérgio Arnoud; Eduardo de Souza Maia e Wagner José de Souza formaram a bancada de representantes da CSPB nas discussões desta terça-feira do encontro internacional.


 

Imprensa NCST com adaptações da Secom/CSPB