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Publicado: 15/04/2019 | 06:43
Fenapef e UPB se reúnem com liderança do governo no Congresso Nacional
Além de fixar uma idade mínima para aposentadoria para os policiais federais, que hoje não existe e passaria a ser de 55 anos para ambos os sexos, sem regra de transição, a proposta retira a atividade de risco policial do texto constitucional; a integralidade e paridade para todos os policiais, independentemente da data de ingresso nas forças, e ainda reduz a pensão nos casos de morte de policial em serviço ou em função dele. Além disso, retira a diferenciação do tempo de serviço entre homens e mulheres policiais.
Reforma da previdência foi o assunto de destaque entre policiais e liderança na quinta (11)

A Federação Nacional dos Policiais Federais e membros da União dos Policiais do Brasil estão intensificando a agenda de debates e medidas a serem tomadas diante da reforma da previdência. Na semana passada, a UPB esteve no Congresso Nacional para conversar e apresentar aos parlamentares as propostas pertinentes à segurança pública.
O texto apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, segundo os policiais, não contempla a realidade desses servidores. Além de fixar uma idade mínima para aposentadoria para os policiais federais, que hoje não existe e passaria a ser de 55 anos para ambos os sexos, sem regra de transição, a proposta retira a atividade de risco policial do texto constitucional; a integralidade e paridade para todos os policiais, independentemente da data de ingresso nas forças, e ainda reduz a pensão nos casos de morte de policial em serviço ou em função dele. Além disso, retira a diferenciação do tempo de serviço entre homens e mulheres policiais.
Nessa quinta-feira (11), a grupo se reuniu com a líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann, e apresentou as propostas de mudança para a PEC. Hassellmann garantiu que levará as demandas para a equipe econômica do governo e pessoalmente para Bolsonaro. A deputada afirmou que é defensora da segurança pública, mas que outros fatores podem pesar na formulação da reforma, como a situação financeira do Brasil.
Para o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, o tempo para mudanças está se esgotando, mas ainda há trabalho a ser feito. “Acredito que o governo está, sim, preocupado com nossa categoria e quer manter o diálogo aberto conosco, mas ainda não temos certeza do que pode ou não ser aprovado na PEC.”
A expectativa é de que o trâmite da Proposta de Emenda à Constituição seja finalizado até a primeira quinzena de julho, quando deve ir para votação em segundo turno.
Fonte: Comunicação Fenapef
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