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Publicado: 30/05/2025 | 19:14
Mudança de voto de Alexandre de Moraes fortalece competência da Justiça do Trabalho

Apesar da mudança o processo ainda não foi concluído
Apesar da mudança o processo ainda não foi concluído
O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no debate sobre a competência da Justiça do Trabalho para julgar ações relacionadas a condições de trabalho no serviço público, mas ainda não há uma decisão final. O ministro Alexandre de Moraes alterou seu posicionamento, passando a acompanhar o relator, ministro Flávio Dino, no julgamento do Agravo Regimental no RE 1.539.848, envolvendo o Estado do Amazonas e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
Apesar da mudança o processo ainda não foi concluído. O Diretor de Relações Institucionais da CSPB, João Paulo Ribeiro "JP", destacou a importância do momento, mas fez ressalvas:
"Alexandre Moraes mudou o voto dele. Isso não quer dizer que o STF já decidiu. A votação ainda não terminou mas representa um avanço importante. A CSPB, ouvindo o MPT e o Conalis, acredita que foi uma boa notícia para os servidores públicos”, informou o líder sindical.
STF mantém tendência favorável à Justiça do Trabalho em ações sobre condições de trabalho
O caso em análise questiona se demandas relacionadas à saúde, segurança e higiene no serviço público devem ser julgadas pela Justiça Comum ou pela Justiça do Trabalho. O governo do Amazonas defendia a competência da Justiça Comum, mas o relator, ministro Flávio Dino, e agora também Alexandre de Moraes, entendem que a Justiça Especializada é o foro adequado.
Em seu voto, Moraes afirmou:
"Não se trata de análise de relação laboral entre servidor e ente público, mas de ação civil pública que tem como objeto o cumprimento de normas relativas ao meio ambiente de trabalho, como saúde e segurança."
CSPB comemora avanço, mas aguarda decisão final
O Diretor de Imprensa, Divulgação e Relações Públicas da CSPB, Carlos Alessander "Carlão", celebrou a tendência favorável:
"A Justiça Comum já sabemos como funciona: é lenta e muitas vezes não prioriza demandas trabalhistas. Já a Justiça do Trabalho tem expertise para analisar questões como segurança, ergonomia e saúde no serviço público."
O presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, também reforçou a importância da medida:
"Esta mudança de entendimento no STF representa um avanço para os servidores públicos. Reafirma que a saúde e a segurança no trabalho são direitos fundamentais, independentemente do regime jurídico."
O que está em jogo?
Se confirmada a competência da Justiça do Trabalho, servidores e entidades como o MPT terão um caminho mais ágil para exigir:
- Cumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho;
- Reparação por danos morais coletivos em casos de más condições laborais;
- Fiscalização de ambientes insalubres ou perigosos no serviço público.
A CSPB acompanha o julgamento e reforça que a decisão final será fundamental para a valorização das condições de trabalho no setor público.
Clique AQUI e acesse a íntegra do voto
Secom/CSPB
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