Notícias
Publicado: 17/08/2018 | 07:38
Com desmonte da saúde pública, mortalidade materna volta a crescer
A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta ainda que, cinco mulheres morrem por dia no país em decorrência de complicações na gestação. Taxa de óbitos, em 2016, foi de 64,4 por 100 mil nascidos vivos, contra 62 por 100 mil, registrados em 2015.
Ex-ministro Alexandre Padilha cita a desigualdade no acesso aos cuidados básicos e complicações decorrentes do aborto clandestino como os principais fatores para o aumento na taxa.

Taxa de óbitos, em 2016, foi de 64,4 por 100 mil nascidos vivos, contra 62 por 100 mil, registrados em 2015
Após ter descumprido o acordo internacional para a redução de 75% das mortes maternas até 2015, o Brasil voltou a registrar aumento desse índice em 2016, quando o número de mulheres que perderam a vida foi de 1.829, segundo dados consolidados pelo Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta ainda que, cinco mulheres morrem por dia no país em decorrência de complicações na gestação.
Em 2016, a taxa de óbitos maternos subiu para 64,4 por 100 mil nascidos vivos, contra o índice de 62, registrado no ano anterior, que também revela um contraste entre as regiões brasileiras. Enquanto o sul e o sudeste têm os menores índices com 44,2 e 55,8 respectivamente, as regiões norte e nordeste concentram 84,5 e 78 dos indicativos de mortalidade.
À repórter Nahama Nunes, da Rádio Brasil Atual, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha apontou a desigualdade no acesso aos serviços públicos de saúde, enfrentado principalmente pelas mulheres negras, e as complicações em decorrência de abortos clandestinos como os dois fatores que ajudam a explicar o crescimento dos óbitos maternos.
Segundo Padilha, se apenas as taxas das mulheres brancas fossem analisadas, o Brasil teria alcançado o objetivo do acordo internacional em reduzir a mortalidade para 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos.
“Nós temos uma ação muito concreta do governo Temer e do Congresso Nacional que causa um aumento na mortalidade materna e, posteriormente, na mortalidade infantil, que foi a queda da cobertura internacional”, critica o ex-ministro, em referência aos cortes em programas sociais. Ele cita a estrutura de atenção básica da saúde pública, que vem sendo desmontada desde o golpe do impeachment.
A expectativa de redução da mortalidade foi repassada para 2030. Se antes o plano era chegar àquele ano com 20 mortes por 100 mil nascidos vivos, em novo acordo assinado a meta é chegar a 30 mortes por 100 mil.
Ouça a reportagem completa:

Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5844 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação pelo consenso e defende aprovação do PL 1893/2026 ainda neste ano (5628 views • 31/07/2026)
03
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5539 views • 10/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (5069 views • 15/07/2026)
05
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4948 views • 21/07/2026)
06
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4892 views • 09/07/2026)
07
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4836 views • 23/07/2026)
08
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4789 views • 08/07/2026)
09
João Domingos participa de audiência pública que debaterá a aplicação da Lei do Descongela em todo o país (4396 views • 29/07/2026)
10