Notícias
Publicado: 16/08/2018 | 07:40
Austeridade de Temer agrava retrocesso social, aponta estudo da Unicamp
“O Brasil pode, por meio de investimentos no setor social, gerar décadas de crescimentos”, diz Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, ao criticar as políticas de austeridade.
“O Brasil pode, por meio de investimentos no setor social, gerar décadas de crescimentos”, diz Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, ao criticar as políticas de austeridade.

Estudo realizado pelo Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp mostra como as políticas fiscais e de austeridade do governo Michel Temer agravaram o retrocesso social e pioram os indicadores brasileiros. “O Brasil pode, por meio de investimentos no setor social, gerar décadas de crescimentos”, diz Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp.
Ele e mais 30 pesquisadores lançaram o estudo “Austeridade e Retrocesso – Impactos da política fiscal no Brasil” em que analisa os impactos das políticas de cortes em diversas áreas sociais e sua garantia ao direito humano em acessar bens públicos.
Confira a íntegra da pesquisa
A pesquisa articula a gestão orçamentária com a agenda dos direitos sociais e apresenta esses efeitos na educação, saúde, agricultura familiar, meio ambiente, cultura, segurança e moradia, causados pela austeridade fiscal da aprovação da Emenda Constitucional 95/2016 (EC 95).
“Uma das primeiras medidas do governo de Michel Temer, a PEC 95 estabeleceu medidas de controle das despesas primárias do Governo Federal com duração de 20 anos, com possibilidade de revisão após uma década”. Por meio da pesquisa é possível mensurar o retrocesso social que o país está vivenciando como, por exemplo, a volta do aumento da mortalidade infantil, como aponta Rossi.
“O que aconteceu agora com a mortalidade infantil é uma violação desse tratado, porque ela vinha caindo há mais de dez anos. Nos últimos anos, ela [mortalidade infantil] voltou a subir, na verdade é o país que não garante aquele direito humano fundamental”. Conforme o estudo, esse aumento da mortalidade infantil está diretamente relacionada a outros problemas como a escassez de investimentos em saneamento básico, a piora no atendimento à saúde da população. Os cortes nas políticas públicas atinge majoritariamente a população negra e pobre.
Ainda segundo o professor da Unicamp, o discurso que permeia a justificativa para a política de austeridade fiscal “é uma falácia ideológica” e a medida não é o único caminho para a política econômica, investir no social é uma forma de gerar crescimento. O estudo foi baseado no livro Economia para Poucos: Impactos Sociais da Austeridade e Alternativas para o Brasil, publicado pela editora Autonomia Literária.
Fonte: Portal Fórum
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5844 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação pelo consenso e defende aprovação do PL 1893/2026 ainda neste ano (5628 views • 31/07/2026)
03
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5539 views • 10/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (5068 views • 15/07/2026)
05
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4948 views • 21/07/2026)
06
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4892 views • 09/07/2026)
07
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4836 views • 23/07/2026)
08
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4789 views • 08/07/2026)
09
João Domingos participa de audiência pública que debaterá a aplicação da Lei do Descongela em todo o país (4395 views • 29/07/2026)
10