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Publicado: 16/08/2018 | 07:08
RS: Descaso no IRGA
A Fessergs foi procurada pelo Sindisirga com o relato de servidores que reclamam de inúmeros problemas. O Instituto Rio Grandense do Arroz, nos últimos quatro anos, tem sido marcado por sérias adversidades no segmento dos recursos humanos, com congelamento de salários por mais de sete anos e das promoções e progressões nas carreiras técnicas e administrativas.

A Fessergs foi procurada pelo Sindsirga - Sindicato dos Servidores do IRGA, com o relato de servidores que reclamam de inúmeros problemas que vem afetando a Instituição. Segundo estes relatos, o Instituto Rio Grandense do Arroz, nos últimos quatro anos, tem sido marcado por sérias adversidades no segmento dos recursos humanos, com congelamento de salários por mais de sete anos e das promoções e progressões nas carreiras técnicas e administrativas. A arrecadação anual do IRGA é de cerca de 90 milhões e as despesas com pessoal não chega a 40%. Portanto, não há restrições orçamentárias para a Autarquia que tem recursos próprios através da Taxa CDO (Contribuição para o Desenvolvimento da Orizicultura no RS) e demais receitas. A administração do IRGA não tem dado a devida atenção a esses problemas, com omissão nas ações efetivas para solucionar as questões salariais e de desenvolvimento dos servidores da Autarquia. Além disso, numa clara demonstração de falta de sensibilidade com a gestão de recursos humanos tem adotado medidas excludentes com remoções descabidas e perseguições para com alguns servidores.
As ações de remoções e transferências são aplicadas de forma arbitrária e unilateral (ex-offício), inclusive com profissionais altamente qualificados, com formação de mestrado, doutorado e pós-doutorado, os quais são removidos para áreas diversas de suas formações profissionais. Essas remoções são promovidas sem conversas prévias com os envolvidos e com prejuízo ao serviço público. Em muitos casos ocorre o desrespeito flagrante à titularidade da propriedade intelectual dos projetos técnicos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, os quais são retirados dos autores e repassados para outros profissionais, mesmo que não tenham formação específica na área de conhecimento relacionada ao projeto. Essas ações ultrapassam os limites da ética e da moral, além de comprometer seriamente os resultados das pesquisas.
Essa situação caótica de gestão dos recursos humanos, associada a crise salarial, motivou uma evasão acelerada nos últimos três anos com a saída de muitos pesquisadores com mestrado e doutorado, extensionistas rurais com experiência e conhecimento do setor arrozeiro do RS e profissionais de todas as carreiras administrativas. Para tanto, uma das medidas sugeridas pelo Sindsirga, é pela reabertura do processo que tratou do estudo do realinhamento salarial para todos os servidores, concluído em 2016, o qual não foi levado adiante pela direção do IRGA.
Como o concurso público para as carreiras de Técnico Superior Administrativo, Técnico Superior Orizícola e de Assistente Administrativo, venceu em outubro de 2017, e não há previsão de novo concurso, as vagas em aberto não podem ser preenchidas com novas nomeações. Assim, mais uma vez, abre-se espaço para nomeações de cargos em comissão para áreas técnicas e administrativas, bem como contratações de consultores para os cargos de pesquisadores, o que configura uma forma de terceirização do serviço público.
A Fessergs abre este espaço para que todos possam conhecer a situação do IRGA sob a ótica do Sindicato que representa os servidores da categoria e que conhece o dia-a-dia da Autarquia. O Sindsirga, na condição de representante da categoria, conforme relato que vem recebendo de seus associados, repudia o que vem ocorrendo no âmbito dos serviços da Autarquia, em ambos os Quadros Funcionais. Esse descaso não pode continuar.
Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul - Fessergs
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