Destaques, Notícias Publicado: 25/04/2018 | 18:34

CSPB se reúne para analisar situação da categoria de trabalhadores da Ebserh

CSPB avalia posição unilateral da empresa Ebeserh em impor um plano de reposição da greve realizada no período de 13 a 24 de novembro de 2017.



por Hélio de Albuquerque
edição de Grace Maciel
Fotografia Júlio Fernandes



O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, e o diretor Executivo da entidade, Sebastião Soares, receberam, nesta quarta-feira (25), a coordenadora de Saúde Norte e Nordeste da confederação, Auricélia Lopes, e representantes dos trabalhadores ligados à Ebserh para avaliar a posição unilateral da empresa em impor um plano de reposição da greve realizada no período de 13 a 24 de novembro de 2017.

Na ocasião, João Domingos reafirmou aos participantes da reunião, os dirigentes sindicais Rodolfo Araujo, André Luiz Silva, Edileuso Souza, Adriano Furtado e Leidiane Aparecida Torres (além de Sebastião e Auricélia), que não houve nenhuma reunião da Ebserh com a CSPB para definir o plano de reposição que passará a contar a partir de 9 de dezembro de 2017, data de assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho. "Precisamos restabelecer o diálogo, como forma de resolver  os conflitos de relações de trabalho no âmbito da Ebserh, não é possível estarmos num Estado Social de Direito em que o gestor público desrespeita os representantes sindicais legítimos dos trabalhadores". Ressaltou o líder sindical.

Para Sebastião Soares, os empregados tiveram uma grande vitória, apesar de todas as retaliações da empresa contra os empregados.”A greve foi vitoriosa, pois a Ebserh negava qualquer reajuste salarial. A CSPB deseja a revisão do posicionamento de cobrança de compensação das horas da greve e entende a medida adotada como postura de retaliação da empresa”. Ressaltou.

Após o movimento grevista pela CSPB e os sindicatos de base da categoria, a diretora da EBSERH, Mara Annunciato, solicitou mediação do Tribunal Superior do Trabalho- TST, que deliberou o encaminhamento da cláusula remuneratória para dissídio coletivo, sendo o Ministério Público do Trabalho- MPT,  quem emitiu parecer técnico de reajuste de 4,5% incidindo, também, sobre os auxílios:  creche, alimentação e pessoa com deficiência.

Secom/CSPB