Notícias nos Estados Publicado: 8/08/2017 | 07:59

BA: APLB Sindicato e categoria da educação realizam passeata em Salvador

O Executivo enviou proposta de reajuste salarial de 0%, em resposta, a categoria paralisou as atividades por dois dias.


O Executivo enviou proposta de reajuste salarial de 0%, em resposta, a categoria paralisou as atividades por dois dias.





Após a aprovação em assembleia, a categoria da educação paralisou as atividades por dois dias e saiu pelas ruas da capital para protestar em favor da valorização dos profissionais e qualidade da educação. De acordo com a APLB Sindicato, os servidores públicos seguiram da Praça da Liberdade até a Estação da Lapa, passando pelos Barris, para alertar a população sobre o descaso do executivo municipal com a educação da capital baiana.

A categoria recusou a proposta de reajuste zero enviada pelo executivo e compareceu em peso a manifestação. "É muito importante a participação do trabalhador para reivindicar os seus direitos. Não estamos pedindo nada, e sim exigindo que o prefeito ACM Neto cumpra a lei”, ressaltou a professora Ana Jaqueline Gomes, da Escola Municipal Professora Maria José de Paula Moreira. Durante a caminhada, houve ainda uma parada estratégica em frente à Gerência Regional de Educação (GRE) Centro, para protestar contra a gestão do prefeito ACM Neto.





As centenas de servidores públicos que marcaram presença ao ato utilizaram apitos, faixas, cartazes e adesivos com o objetivo de chamar a atenção de pedestres e motoristas para a luta da categoria. Além disso, eles também protestaram contra o arquivamento de processo após a votação na Câmara na quarta-feira (02/08).

Professores, coordenadores pedagógicos, funcionários, pais e alunos caminharam juntos pela melhoria da Educação em Salvador e entregaram cartas à comunidade sobre a situação das escolas e dos profissionais que, muitas vezes, são obrigados a comprar material didático e de apoio com seu próprio dinheiro para dar aula. A categoria afirma ainda que os estudantes sofrem com falta de fardamento, alimentação, água potável, gás, mobiliário e professores, além da infraestrutura precária das unidades, entre outros problemas.






“Eu tenho quatro filhos e, infelizmente, há quatro anos, não vejo uma farda escolar nova nem material didático. Eu sou a realidade do que os professores estão falando: os nossos filhos saem de casa para ir à escola mas, por estarem sem farda, não são identificados para onde vão nem de onde vieram. É um risco muito grande”, enfatizou a vendedora Ana dos Santos Oliveira.

 A APLB Sindicato afirma ainda que a categoria vai manter a luta, cobrando das autoridades os direitos estabelecidos no Plano de Carreira, Cargo e Salário (PCCS) e o reajuste salarial, negado há dois anos pelo executivo de Salvador.






Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre com informações da APLB Sindicato

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