Destaques, Notícias Publicado: 24/06/2017 | 15:36

Nova Central – uma entidade forjada na unidade, coragem e ousadia

A Nova Central é parte integrante e constitutiva da organização sindical brasileira e avança na meta de conquistar poder social. Reconhecida e respeitada, com assento em todos os fóruns de debates e deliberações sobre direitos do trabalho, a maturidade sindical adquirida a credencia para atuação protagonista dos crescentes desafios ao mundo do trabalho. 





por Geralda Fernandes

serviço fotográfico de Júlio Fernandes

 


Em meio a um contexto de grave crise política em que se encontrava a Nação, especialmente no âmbito governamental, e amparada na vontade consciente e soberana de mais de cinco mil delegados presentes no seu I Congresso, em 29 de junho de 2005 nasceu a Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, forjada na unidade, coragem e ousadia, capazes de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Atendendo à convocação das maiores confederações – CNTI, CSPB, CNTTT, CONTRATUH e CNTEEC – e das mais diversas categorias profissionais, representando cerca de 10 milhões de trabalhadores em todo o País, nasceu firmemente comprometida com valores como a democracia, a ética, a justiça social e a cidadania, real e efetiva.
O grandioso congresso de fundação foi uma resposta à grande mobilização do dia 25 de março de 2004, na Esplanada dos Ministérios, com a presença de mais de 35 mil dirigentes sindicais de todo o País em defesa da organização sindical brasileira, dos direitos e conquistas da classe trabalhadora. Organização que estava ameaçada de implosão pelo Fórum Nacional do Trabalho, instalado pelo governo para propor a reforma sindical e trabalhista, e que, na prática, enfraquecia a representação dos trabalhadores e extinguia direitos conquistados a duras penas ao longo dos anos.

A Carta de Princípios, aprovada por unanimidade, incluía a valorização mundial do trabalho, a preservação da unicidade sindical, do custeio compulsório, do sistema confederativo como compromissos assumidos e praticados em sua trajetória. O enunciado que encerra o documento fala em futuro e do compromisso com a solidariedade e por um País mais justo e igualitário.

Em seu primeiro congresso, a primeira Central com sede em Brasília, deixou claro seu compromisso com a defesa da unicidade sindical, da contribuição compulsória, do sistema confederativo de representação sindical, em respeito ao artigo 8º da Constituição Federal, e por um Brasil com emprego e desenvolvimento econômico. A Nova Central marcaria, então, um momento importante na história do movimento sindical brasileiro, se apresentando como entidade classista, para reforçar a trincheira de resistência, em defesa das instituições democráticas.
O nascimento da Nova Central foi testemunhado e festejado, ainda, por inúmeras autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, que ressaltaram a importância do sistema sindical confederativo e a importância da Central na organização sindical na história moderna do Brasil. Participaram do evento, também, representantes da Organização Mundial do Trabalho - OIT, e de várias entidades sindicais internacionais e brasileiras.


II Congresso


Com a participação de mais de 1.500 dirigentes sindicais, militantes e convidados, a Nova Central realizou, no período de 27 a 29 de maio de 2009, o seu II Congresso Nacional de Trabalhadores, mais um marco na história da entidade e do movimento sindical brasileiro. O evento contou com palestras e debates com a participação de parlamentares, economistas e analistas políticos e culminou com as eleições gerais.

A chapa única liderada por José Calixto Ramos teve como proposta central fortalecer ainda mais a representação dos trabalhadores filiados à entidade. Autoridades do governo, parlamentares e dirigentes sindicais de confederações e de centrais sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento sindical brasileiro.

“A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”; “A política de pleno emprego como alternativa à crise”; “Os efeitos sociais e sindicais da crise mundial”; e “Os trabalhadores e trabalhadoras frente aos desafios e ameaças aos direitos sindicais e trabalhistas” foram os eixos temáticos do II Congresso, além da deliberação sobre alteração do Estatuto da entidade e do trabalho em plenária para discussão e aprovação dos documentos, que resultaram da efetiva participação dos delegados.


III Congresso


De 25 a 28 de junho de 2013, a Nova Central realizou seu III Congresso Nacional, com o objetivo de debater, elaborar e deliberar propostas e planos de trabalho. O Congresso teve como eixo central o princípio democrático sindical. Deste modo, sugestões, emendas e propostas relacionadas a cada tema discutido foram apresentadas à plenária para reforçar o caráter democrático da central sindical que mais cresce no país. Assim, 14 teses integrantes do temário foram aprovadas e complementadas pelos grupos de discussões.

Os temas foram debatidos por delegados e delegadas das 5 confederações, 82 federações e aproximadamente 1.100 sindicatos, representando um universo de mais de 10 milhões de trabalhadores. As propostas foram encaminhadas à plenária final e aprovadas, constituindo, desta forma, o plano de ação da Nova Central para o quadriênio 2014/2017.

“A semente germinada desde o grande ato público de sua fundação, em 29 de junho de 2005, brotou e já rendeu frutos. Avançou e se transformou na terceira maior central sindical do País, em número de entidades sindicais filiadas”. Estas foram as palavras dirigidas aos dirigentes sindicais e convidados pelo presidente, José Calixto Ramos, reeleito ao final do evento para mais um mandato à frente da Central.
Com a sua disposição de lutar e o seu compromisso com a representação das suas entidades filiadas, a Nova Central já era parte integrante e constitutiva da organização sindical brasileira e avançava na meta de conquistar poder social. Reconhecida e respeitada, com assento em todos os fóruns de debates e deliberações sobre direitos do trabalho e organização em igualdade de condições com as demais centrais sindicais existentes.