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Publicado: 23/06/2017 | 07:51
IV Congresso: Nova Central elegerá diretoria para a gestão 2017-2021
O evento deve reunir cerca de mil trabalhadores dirigentes sindicais e tem na pauta a eleição da diretoria para o quadriênio 2017-2021 e definição das ações e atividades para a gestão.

por Geralda Fernandes
serviço fotográfico de Júlio Fernandes
De olho no futuro, porém, sem descuidar do presente e trazendo na bagagem experiências de 12 anos de atuação, a Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST realiza, no período de 26 a 28 de junho, em Luziânia (GO), o seu IV Congresso Nacional, que tem como tema central Desenvolvimento com Justiça Social; sem Nenhum Direito a Menos. O evento deve reunir cerca de mil trabalhadores dirigentes sindicais e tem na pauta a eleição da diretoria para o quadriênio 2017-2021 e definição das ações e atividades para a gestão.
Os temas a serem debatidos no Congresso a análise da atual conjuntura social, política e econômica; a Previdência Social e a dívida pública; e a influência do Supremo Tribunal Federal na conjuntura nacional. Os temas, entre outros, serão debatidos em comissões e, posteriormente, em plenária geral para elaboração do documento do IV Congresso. Os eleitos tomarão posse em solenidade ao final do evento.
O presidente da Nova Central e candidato à reeleição, em chapa única, José Calixto Ramos, destaca duas expectativas do IV Congresso. Uma delas diz respeito à manutenção da maior parte dos membros da diretoria atual. “A permanência justifica-se porque, na fase que estamos vivendo, sem saber o que vai acontecer amanhã, não seria conveniente mudar as pessoas que estão nos seus postos e, assim, assegurarmos a continuidade ao trabalho que vem sendo feito”, disse.
Ainda segundo ele, a eleição em chapa única fortalece a Nova Central porque o grupo que está à frente da entidade tem um trabalho homogêneo, na mesma linha de entendimento. De acordo com o estatuto da NCST, quando há chapa única a eleição é por aclamação.
Expectativas e desafios
A segunda expectativa, segundo José Calixto, é de ordem política. “Trabalhamos todo esse período contra as reformas previdenciária e trabalhista conforme encaminhadas pelo Executivo. E apesar da meia vitória com a rejeição do Projeto – PLC 38/2017 – como foi aprovado na Câmara, a votação apertada não nos anima a comemorar”.
O presidente da Nova Central alertou que é preciso aguardar pela votação da reforma trabalhista na CCJ e no plenário do Senado e a expectativa é muito preocupante. “Se não conseguirmos mudar, vamos sentir o desprezo pela CLT que, de certa forma tem alguns aspectos de proteção aos direitos dos trabalhadores, decorrentes de lutas do passado e que conseguimos manter até agora. Existe um trabalho orquestrado para acabar com a relação entre capital e trabalho e demolir a estrutura sindical que conservamos até hoje”.
Para o secretário-geral da Nova Central e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade - CONTRATUH, uma das entidades fundadoras da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, o IV Congresso ocorre em momento crítico e desafiador. “O movimento sindical tem uma bancada desfavorável no Congresso nacional e as propostas em debate, usando o jargão da modernidade, têm uma voracidade para tirar direitos trabalhistas e previdenciários, trazendo perda de conquistas inimagináveis”, ressalta.
Segundo ele, são propostas que, se aprovadas, vão retirar direitos que os trabalhadores levarão anos e anos para recuperar. “É preciso que o movimento sindical como um todo se conscientize de que uma grande articulação deve ser feita nos estados e municípios e dentro do Legislativo. O IV Congresso acontece em momento importante para solidificar a história da Central e, principalmente, o posicionamento político forte diante das reformas e tentativas de desmonte do movimento sindical”.
Ética e autonomia
Nesses 12 anos de atividades, a Nova Central pautou sua atuação pela ética, transparência e autonomia, conquistando espaços importantes, chamada a participar de debates de questões relacionadas à legislação trabalhista e sindical, assim como das discussões voltadas às políticas públicas econômicas e sociais.
O papel da entidade nas novas discussões do mundo trabalhista e sindical tem sido decisivo e a postura independente coloca a Nova Central em posição de fiel da balança. Muitas vezes, é o ponto de equilíbrio de conflitos históricos do movimento sindical, sem perder de vista, entretanto, os princípios que nortearam sua fundação.
Visando como prioridade a representação efetiva dos interesses dos trabalhadores e atuando com base no respeito à democracia, sem discriminação político-ideológica, foi capaz de buscar e participar da unidade de ação com outras centrais para preservar e ampliar direitos dos trabalhadores brasileiros, sem transigir no que diz respeito a seus princípios.
Todos os resultados alcançados, entretanto, não são fruto de uma ação isolada da diretoria da Nova Central nacional. Hoje, há seccionais em 24 unidades federativas, todas muito atuantes e com papel decisivo para fortalecer a Nova Central em todo o País.
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