Destaques, Notícias Publicado: 1/06/2017 | 09:48

CSPB participa de reunião convocada por Paim e Calheiros para análise do cenário político contra "reformas"

CSPB compreende, por meio do que foi relatado no encontro, a necessidade de intensificar contato com senadores de modo a convencê-los a barrar as reformas no Senado. 






por Valmir Ribeiro 
edição de Grace Maciel



 

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB, participou, nesta quarta-feira (31), de reunião convocada pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Renan Calheiros (PMDB-AL), com a finalidade de apontar às centrais sindicais e ao Fórum Sindical dos Trabalhadores - FST, a conjuntura e cenário político no Senado Federal, bem como indicar caminhos e estratégias para barrar o avanço das reformas trabalhista e previdenciária nas comissões parlamentares da casa legislativa. 




Senadores e deputados destacaram a indefinição sobre aprovação da “reforma” trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, daí o adiamento da votação para a próxima terça-feira 6 de junho (saiba mais). Os parlamentares avaliam como positivo o conjunto de ações tocado pelo movimento sindical, mas sugeriram intensificar esforço coletivo, especialmente, nas articulações políticas e negociações diretas junto aos senadores.





“Ficou decidido realizarmos uma espécie de mutirão com todas as centrais, confederações, federações e sindicatos na visita a senadores, especialmente, aqueles que integram a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado; claro, sem deixar de lado os demais senadores que acabam tendo algum nível de influência sobre os demais e que, posteriormente, podem apoiar a derrubada da reforma trabalhista em caso de votação em plenário. O senador Roberto Requião alertou, muito sabiamente, que estamos em um processo do ponto de vista econômico extremamente burro, que caminhamos na contramão da retomada do crescimento. Ele reforçou a impossibilidade de colocar o país nos trilhos por meio da precarização do trabalho; do corte nos investimentos públicos; do aumento de carga horária; absolutamente o contrário do que fazem os países que estiveram em grave crise de recessão e que retomaram a tregetória de desenvolvimento por meio do incremento do investimento público; da diminuição da carga horária para estimular a geração de empregos; e reformas trabalhistas apenas no sentido de aumentar o poder aquisitivo do trabalhador, incrementando o mercado consumidor interno. A própria Inglaterra, mãe do neoliberalismo, iniciou um forte programa de reestatização de setores considerados estratégicos. Enfim, é um balanço de que o governo está conduzindo uma agenda política totalmente equivocada tanto do ponto de vista econômico como do ponto de vista social, sobretudo, no propósito que o governo defende de gerar desenvolvimento”, informou o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.

Calheiros assumiu o compromisso de marcar uma reunião com do presidente do Senado Federal, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) antes da votação programada para a próxima terça-feira (6) na CAE. Renan compreende que Eunício também é comprometido com alterações ao texto do projeto. O líder do PMDB também revelou que o próprio relator da reforma trabalhista na CAE, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), compreende que existem sete pontos na reforma que não há como passar. Ferraço, segundo Renan, sinalizou que se a casa aprovar mudança nestes sete pontos, ele vai assumir em seu relatório final.


 
João Domingos considerou a reunião como positiva e vislumbra a possibilidade real de boa intervenção do movimento sindical nos resultados na votação da reforma trabalhista na próxima terça-feira. O diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro "JP", também participou da reunião, na ocasião o sindicalista representou a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB. 






* serviço fotográfico de Júlio Fernandes


Secom/CSPB