Destaques, Notícias Publicado: 28/04/2017 | 18:50

28 de abril: CSPB nas manifestações em Brasília

Confederação soma forças junto à manifestação que reivindica a interrupção da agenda de retrocessos trabalhistas e sociais conduzida pelo governo Temer. 






por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel

 



A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, participa em conjunto com a Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, da manifestação que reivindica a interrupção da agenda de retrocessos trabalhistas e sociais conduzida pelo governo Temer, em Brasília- DF. Ato é realizado, simultaneamente, em todo o país (saiba mais). 



A concentração das entidades iniciou próxima ao Museu da República por conta de uma forte barreira policial montada de maneira a impedir acesso à Esplanada dos Ministérios. Em parceria com as entidades sindicais das carreiras policiais, negociações junto à Polícia Militar do Distrito Federal e à Força Nacional de Segurança, o acesso às imediações do Congresso Nacional foi autorizado. Trabalhadores se mobilizam mesmo após ampla divulgação, nas redes sociais, de gigantesco aparato policial equipado com um verdadeiro arsenal de guerra, amplamente compartilhado na internet, estrategicamente divulgado de modo a intimidar manifestantes a integrarem o movimento. Pistas de acesso à região central de Brasília foram bloqueadas numa estratégia que, somada à greve dos trabalhadores do setor de Transporte, dificultam a participação de mais trabalhadores nas manifestações contra os ataques à legislação trabalhista, previdenciária e social do país.
 


Nada, no entanto, foi capaz de impedir o sucesso absoluto do movimento grevista, com diversas categorias paralisadas, no DF e nos demais estados, em reivindicação ao desmonte dos efeitos práticos da legislação trabalhista e à aniquilação do sistema previdenciário nacional, com regras que inviabilizam o alcance da aposentadoria para milhões de brasileiros.

 


Para o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, a "Greve Geral" representa um divisor de águas, numa demonstração de força e de organização, a provar para a classe política nacional, que o país sabe reagir aos ataques e que não permitirá que traidores da classe trabalhadora se perpetuem em cargos eletivos. “Quem duvidou da capacidade de reação da sociedade brasileira, a partir de hoje, terá que rever seus conceitos. As pessoas percebem os objetivos por trás dessa agenda política conduzida por parlamentares implicados em escândalos de corrupção, atendendo, desesperadamente, os interesses do mercado financeiro e de seus financiadores de campanha. A prova dessa conscientização se revela nas pesquisas de aprovação popular, que colocam o governo Temer com a pior avaliação da história. Políticos que aderiram à essa agenda de retrocessos, estejam certos, não conseguirão desvincular suas imagens dessa agenda criminosa, sucumbirão em 2018 com uma taxa de rejeição semelhante à do governo. O tempo e a verdade serão os melhores remédios da democracia brasileira que, nesses tempos sombrios, ressurgirá fortalecida por uma consciência crítica renovada, mais analítica e madura. Se o equilíbrio de forças no Congresso é, nos dias atuais, desvantajoso à classe trabalhadora, temos 2018 para corrigir. Somos a maioria que não perdoará os inimigos da sociedade e do desenvolvimento nacional”, assegurou o líder sindical.
 




 
Assista a reportagem pela TV CSPB:








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Secom/CSPB