Notícias nos Estados Publicado: 30/03/2017 | 07:54

MG: Sindicato de Ipatinga mobiliza servidores públicos contra a "reforma" da Previdência

Sintserpi mobilizou também os servidores dos municípios de Santana do Paraíso e Ipaba.



Os servidores públicos de Ipatinga, Santana do Paraiso e Ipaba paralisaram suas atividades, nessa terça-feira (28). Os trabalhadores se concentraram em frente à praça Três Poderes, no centro de Ipatinga, durante o ato público contra a reforma da Previdência. Os sindicatos que representam cada categoria foram os responsáveis pela convocação, realizada mesmo debaixo de chuva. Conforme estimativa do Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga (Sintserpi), aproximadamente 250 pessoas participaram do movimento contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016.

O Sintserpi tem feito insistentemente o alerta sobre a PEC 287/2016 por acreditar que a mobilização social pode promover uma reação nos cidadãos de bem, que querem um futuro melhor. “Apenas no mês de março incentivamos três movimentos, em 8 de março, no Dia Internacional das Mulheres; no dia 15, quando os professores do estado aderiram à greve geral por tempo indeterminado; e agora no dia 28, quando convocamos nossa categoria para a paralisação. Também iremos apoiar as mobilizações que virão como a do dia 31, organizada pela Igreja Católica”, adianta o diretor sindical do Sintserpi Ozéias Alves.





FIM DO DIREITO SOCIAL

 

A reforma da Previdência tem provocado indignação nos trabalhadores. O técnico de segurança do trabalho, Rodrigo Graziani Oliveira, afirma que a PEC 287 decreta o fim do direito social da aposentadoria. “Pouquíssimos trabalhadores se encaixam nos critérios de idade e tempo de contribuição. As mulheres então serão duplamente penalizadas. Não é porque mulher é sexo frágil, além das questões biológicas, existe uma disparidade de salários e uma extensa jornada de trabalho”, critica.

Com relação aos trabalhadores rurais no regime da Previdência, Rodrigo considera que eles nunca receberam nenhum favor do governo. “Precisamos avaliar quem são os trabalhadores rurais que fornecem o alimento indispensável para a nossa sobrevivência. Se as mobilizações vão surtir efeito, só o tempo dirá. O que não podemos é ficar parado”, manifestou o servidor público de Ipatinga.







Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre com informações do Sintserpi