Destaques, Notícias Publicado: 22/02/2017 | 14:58

CSPB participa de ato público contra as reformas da previdência e trabalhista

Orgnizado pelo Fórum Interinstitucional em Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social (FIDS), evento marca posição firme contra retrocessos conduzidos pelo governo Temer. 





por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel 



 
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, ciente de seu papel estratégico, intensifica ações em defesa dos direitos trabalhistas e da Previdência Social, nesta quarta - feira (22), com participação em ato público contra as reformas da previdência e trabalhista, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Organizado pelo Fórum Interinstitucional em Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social (FIDS) e conduzido pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Fabiano Farias da Costa, o evento marcou posição firme contra retrocessos conduzidos pelo governo. 


 
Parlamentares, economistas, especialistas em previdência auditores fiscais da Receita Federal, dos estados e municípios; especialistas em pesquisa e estatística; procuradores e lideranças sindicais de todo o país, colaboraram com debates que desconstroem as farsas do déficit da previdência e da "modernização" das leis trabalhistas à partir das propostas de "reformas" encaminhadas ao Congresso Nacional. 
 

Lineu Mazano, secetário-geral da CSPB.


Na semana que iniciou repleta de atividades contra agenda de retrocessos conduzida pelo governo, a confederação se intensifica seu posicionamento contra retrocessos: "A CSPB permanece utilizando toda estrutura técnica, quadro de diretores e colaboradores em ação conjunta contra o desmonte da previdência e da legislação trabalhista do país. As federações, com sua base sindical agregada, permanecem firmes e em sintonia com as diretrizes e encaminhamentos da nossa confederação. Tal postura resulta no protagonismo da entidade nessa enorme trincheira aberta contra os retrocessos em curso. Aonde houver tentativas de prejudicar trabalhadores do setor público e da inciativa privada, estaremos cerrados nas fileiras em defesa daqueles que, de fato, são os grandes responsáveis pelo conjunto de riquezas da nossa nação. Em que pese essa máxima, é na classe trabalhadora que se encontram os segmentos mais fragilizados aos ataques dos expropriadores de sua dignidade. Estes que atendem a interesses financeiros inconfessáveis e seguem envoltos em mar de lama revelado por investigações recentes. Eles não têm moral para aplicar essa agenda e iremos confronta-los em todas as frentes que se fizerem necessárias", alertou o secretário-geral da entidade, Lineu Mazano.


 
Mazano, em discurso à plenária, relacionou os abusos e fraudes inferidos no pagamento da dívida pública e a parceria estratégica com as centrais sindicais, a Auditoria Cidadã da Dívida e o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), em campanhas contra o desmonte da estrutura social do estado brasileiro. "Precisamos de planos estratégicos que ajustem nossos alvos para nossos maiores e verdadeiros problemas. Há quantos anos que o Fundo Monetário Internacional dá as cartas nesse país? Estamos à mercê de um sistema criminoso de transferência de grandes aportes de recursos públicos para os bolsos milionários de especuladores e rentistas. Na esteira dessa questionável dívida pública, estão desmontando o estado brasileiro para assegurar ainda mais recursos destinados à esse esquema fraudulento. Com a proximidade das eleições de 2018, temos a obrigação de exigir de todos os candidatos compromisso com a auditoria da dívida pública da União com seus credores, e dos Estados com a União. Temos uma proposta de emenda substitutiva global à reforma da previdência, coordenada pela OAB, que desconstrói o discurso governista da inevitabilidade da aprovação da PEC 287 para assegurar a previdência para esta e futuras gerações. A proposta encaminha pela OAB, construída com a participação de notórios especialistas em previdência, com  o apoio da CSPB  e centenas de entidades sindicais e associações de classe, garante solidez financeira assegurando o papel social do sistema previdenciário. Convoco a todos para mais adesões à essa excelente alternativa contra o desmonte da Previdência Social", concluiu Lineu. 


Projeto da OAB com colaboração de entidades sindicais e associações de classe: 


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Vera Lêda, presidente da NCST/DF


A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Distrito Federal - NCST/DF, Vera Lêda, alertou os participantes sobre a "dramática" injustiça inserida na equiparação do tempo de aposentadoria entre homens e mulheres. A sindicalista classificou como "roubo" o rompimento de um contrato social que tinha início, meio e fim com “enorme” contribuição da classe trabalhadora e que, à partir de uma eventual aprovação da PEC 287, terão seu tempo de contribuição ampliado.Tal circunstância tem enome potencial de inviablizar o recebimento dos benefícios depois de décadas de descontos na folha salarial para contribuição previdenciária. "Um roubo acompanhado por um rompimento de contrato injutificável", arrematou a sindiclista. 


Senador Paulo Paim, coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social no Senado Federal. 


O coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social no Senado Federal, Paulo Paim (PT-RS), ressaltou que somente governo ilegítimo com menos de 1% de avaliação ótima, teria a ousadia de impor uma agenda tão cruel à sociedade brasileira. "Nós não estamos divididos. Os desmontes em curso visam revogar a era Vargas, a era Lula; e todos os demais governos de perfil progressista no nosso país. Ninguém quer ver seus diretos inviabilizamos e a extinção da possibilidade de se aposentar. Já temos 26 assinaturas para a abertura de uma CPI da Previdência no Senado Federal e precisamos de apenas 27. Quem não deve não teme. Quem não assinar esta CPI, estará com seu nome sob suspeita quanto às reais intenções em relação à Previdência Social brasileira", finalizou o parlamentar.


O diretor de Organização Sindical da CSPB, Ibrahim Yusef, também participou do ato público.

 
O coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social na Câmara dos Deputados, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), alertou parlamentares da base do governo que, caso votem a favor das propostas de retrocessos sociais, estes arcarão com sérios desgastes políticos que, na avaliação do deputado, inviabilizarão suas candidaturas a qualquer cargo eletivo. "Já os notificamos sobre isso. Eles que não se atrevam a desafiar segmentos tão representativos da sociedade. Os prejuízos políticos serão incalculáveis e irreparáveis. Não iremos admitir a aprovação de retrocessos tão graves à classe trabalhadora", assegurou o deputado.  
 
 




* com serviço fotográfico de Júlio Fernandes
 
Secom/CSPB