Destaques, Notícias Publicado: 21/02/2017 | 16:51

CSPB participa de reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social

Encontro define estratégias de ação contra a aprovação da PEC 287






por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel





No cumprimento de uma maratona de atividades contra retrocessos na legislação trabalhista e previdenciária, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, participou, novamente nesta terça-feira (21), de reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. O encontro, realizado no Plenário 9 da Câmara dos Deputados, deliberou as estratégias de ação contra a aprovação da proposta de "reforma" da Previdência - PEC 287/2016 - encaminhada pelo governo. 



Coordenada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), a reunião reforçou a necessidade de compartilhar, nos atos e mobilizações contra a "reforma" da Previdência, informações relacionadas às ameaças contidas no texto do projeto de "reforma" trabalhista (PL 6787/2016) encaminhada ao Congresso Nacional. "Congelamento de gastos primários, desmonte da previdência e inviabilidade da legislação trabalhista, são prioridades na agenda ultra liberal em curso que visa destruir a viabilidade da implementação estado de bem estar social", afirmou o senador. 



"Começamos a ouvir que o governo vem se assustando com nossos esforços e mobilizações contra  a reforma da Previdência. Se por um lado percebemos que a sociedade está cada dia mais esclarecida sobre as ameaças contidas no texto da PEC 287, por outro percebemos um esforço concentrado do governo em atropelar procedimentos regimentais de rotina com a criação de Comissões Especiais, de modo a apressar a votação do texto sem o devido e necessário debate com a sociedade e seus representantes sindicais, das associações de classe e da sociedade civil organizada", alertou o secretário-geral da CSPB, Lineu Mazano. 



A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, ampliou o debate sobre a disputa orçamentária que, de maneira "afoita", mantém privilégios injustificáveis ao sistema financeiro. "O rombo das contas está nos gastos com a chamada dívida pública. Ela prossegue sendo utilizada como desculpa para o desmanche do contrato social assegurado na nossa Constituição. Investir quase metade do orçamento discricionário da União com o serviço de uma dívida que jamais foi auditada, contrariando o que estabelece nosso texto constitucional, é uma provocação inaceitável. Estamos organizando, em conjunto com um expressivo grupo de entidades sindicais, associações de classe representantes da sociedade civil organizada, uma campanha nacional popular contra esse conjunto de retrocessos. Venho encaminhar essa proposta (saiba mais) para a análise dos senhores e conto com a participação e colaboração de todos vocês", solicitou Fattorelli. 

Os debates prosseguiram em torno de estratégias mobilização que, em breve, serão compartilhadas às bases de maneira a impedir retrocessos ao sistema previdenciário nacional. 





Secom/CSPB