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Publicado: 25/12/2016 | 00:21
João Domingos faz pronunciamento de final de ano
Presidente da CSPB faz retrospectiva de 2016, da luta da CSPB nos últimos anos e encoraja seus dirigentes a continuarem firmes em prol do serviço público de qualidade.
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Prezados diretores da CSPB, dirigentes das federações filiadas, dos sindicatos vinculados, dirigentes das centrais sindicais parceiras e movimento sindical em geral, principalmente dos servidores públicos, das três esferas administrativas e do três poderes constitucionais:
Este é o 26•. ano desta geração de dirigentes da CSPB – a CSPB sindical, que começou com o saudoso Raimundo Nonato Cruz.
Foram anos seguidos de crescimento orgânico, estrutural e, sobretudo, político.
Muitos desses anos foram vividos em crises. Hiperinflação do Sarney, Emendão do Collor, Reformas Constitucionais de FHC, os embates com os Governos Lula e Dilma, etc.
Em todos lutamos com valentia e vencemos com galhardia. A cada crise, a CSPB foi se firmando como uma das principais articuladoras do movimento classista dos servidores públicos do Brasil, da América Latina e do Mundo.
Enfim, chegamos em 2016. Chegamos em uma situação embaraçosamente contraditória. A CSPB se consolidou como a entidade fundamental nas lutas dos servidores públicos, liderando as principais posições, articuladora da base de servidores públicos de quatro centrais sindicais - NCST, CTB, UGT E CSB (e parte da Força Sindical), influente no Congresso Nacional, nos Governos e consolidada material e estruturalmente.
Ao mesmo tempo, 2016 foi o ano em que nós, o movimento sindical, colhemos as mais amargas derrotas. O Governo atual, ilegitimamente, inverteu a pauta com a qual fora eleita a chapa Dilma e Michel Temer.
Nunca pensei viver para assistir todas as conquistas e avanços alcançados ao longo da história, na constituinte de 1988, serem abruptamente usurpados em apenas seis meses. De ver prosperar o Estado ultraliberal, o Estado mínimo.
Para citar algumas: PEC 55, a do fim do mundo; PLP 257 o do aniquilamento dos estados e municípios; Reforma da Previdência que vai impedir milhões de brasileiros e brasileiras de se aposentarem; prevalência do negociado sobre o legislado, etc., etc. Nem os piores pesadelos ou os mais esdrúxulos e extravagantes dos prognósticos vislumbravam uma realidade desta. Muito menos a sociedade que elegeu, majoritariamente, uma agenda progressista, democrática inclusiva e distributiva.
Também foi o ano da mãe de todas as crises. Crises política, econômica, ética, social e institucional.
Como consequência, todos os setores da economia, até mesmo o antes impermeável agronegócio está em crise, gerando mais de 13 milhões de desempregados. Que triste natal para estes.
Mesmo neste momento de confraternizações, faço reflexões sobre este cenário sombrio para alertar quanto aos nossos desafios para 2017 e seguintes. Teremos que reinventar o movimento sindical; adapta-lo ao ambiente de crise continuada e rever táticas, estratégias e alianças. Isto exigirá atos e atitudes criativas e rigorosas, para retomar o protagonismo e as vitórias.
Mas, como otimista incorrigível que sou, e amante da dialética de Max, não estou pessimista. Estou triste e angustiado, é verdade. Mas consigo ver, pela ótica da dialética, o renascer de um novo Brasil. Haveremos de finalmente construir e manter uma mobilização nacional. Mais que isto, levar esta mobilização aos movimentos sociais, à sociedade organizada e ao povo em geral, nos campos e nas cidades.
Daí enxergo o salto de qualidade: A nação chegará em 2018 mais consciente. A sociedade – ou parte dela, ciente do erro histórico que cometeu ao apoiar os movimentos, manobras, golpes e artimanhas que nos trouxeram a este fim de ano dramático. A sociedade, pela dor das consequências, estará hávida por corrigir estes erros.
2018 será o ano, ou ao menos a oportunidade, de o Brasil virar de frente para os brasileiros, elegendo um governo e um Congresso Nacional que governem para o cidadão e não para as empresas. Que distribua o fruto do esforço dos trabalhadores para os cidadãos e não para o mercado financeiro. De ver restabelecidas a justiça e a paz socais. De o homem voltar a ser feliz.
Já enfrentamos outras crises, não tão grandes como esta, e não só vencemos como também crescemos. Haveremos de vencer mais esta.
Aproveito a oportunidade para agradecer sinceramente a todos que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para fazer da nossa CSPB uma referência mundial em suas atividades.
Agradecer, emocionado, o apoio e a confiança da Diretoria, da base filiada e dos funcionários da Casa.
Que o espírito natalino invada a todos. Que nos deixe plenos de paz, saúde, harmonia, esperanças e muito Deus no coração.
BOAS FESTAS, FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!!!!
Brasília, 24 de dezembro de 2016
JOÃO DOMINGOS G. DOS SANTOS
PRESIDENTE DA DIRETORIA EXECUTIVA/CSPB
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