Notícias nos Estados Publicado: 15/12/2016 | 07:41

MG: Fesempre Mulher promove debate sobre Previdência Social

Especialistas falaram sobre os prejuízos que a Reforma da Previdência pode gerar aos trabalhadores se aprovada da forma que está.



A Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), por meio do projeto Fesempre Mulher, promoveu na tarde da última terça-feira (13/12), na sede da Federação, em Belo Horizonte, o “Debate Sobre a Reforma da Previdência e suas Consequências para as Servidoras Públicas”. Dois especialistas ministraram palestra e conduziram o debate sobre o assunto. A servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), Viviane Queiroz Calazans e o advogado especialista em Direito Previdenciário e professor de Direito Previdenciário, Abelardo Sapucaia.

Primeiramente, os especialistas falaram sobre a história de criação da Previdência Social, expuseram suas visões e depois passaram a palavra para os presentes. Durante o evento as participantes usaram a camisa do Fesempre Mulher e puderam fazer intervenções, contar casos pessoais ligados à aposentadoria e tira dúvidas sobre quais são a principais medidas propostas pelo projeto que tramita na Câmara dos Deputados sob o nome de PEC 287.



Para servidora pública do TJMG, Viviane Queiroz Calazans, a população brasileira ainda não está ciente do quanto as mudanças são prejudiciais aos trabalhadores. “Eu vejo com muita preocupação o cenário que está se formando, porque o brasileiro tem encarado a Reforma da Previdência como algo necessário. Bom, ela realmente ela é, mas da forma como ela é extremamente prejudicial ao trabalhador”, disse.

A palestrante afirma ainda que os trabalhadores e o movimento sindical precisam lutar, principalmente contra a nova regra de calculo da aposentadoria. Ponto esse explicado pelo especialista em Direito Previdenciário, Abelardo Sapucaia. “O calculo do valor da aposentadoria é uma questão muito impactante. Com a nova regra, ele passará a ser feito a partir de um percentual da média. Além disso, haverá um redutor, já que será analisado o período integral e não só os 80% dos maiores salários como é hoje”, explica.

Outro benefício que será prejudicado com as mudanças será a pensão por morte. Segundo os especialistas, na nova regra haverá uma redução média de 40% no valor da pensão por morte. Além disso, na será permitido o acumulo de benefícios. A reforma estabelece ainda a idade mínima de 65 anos para se aposentar, tanto para homens, quanto para mulheres. Assim, os homens terão que trabalhar, pelo menos mais cinco anos que na regra atual, e as mulheres mais dez anos.

Na opinião da diretora de Assuntos de Mulheres da Fesempre e coordenadora do Fesempre Mulher, Joelísia Feitosa, esses debates enriquecem o conhecimento a cerca de assuntos importantes para o movimento sindical. “Esses debates são extremamente necessários. Nosso objetivo é ampliar esses debates em 2017 e levar discussões para outros Estados e Regiões”, afirmou.

Na reunião houve ainda a entrega do prêmio “Mulher Guerreira 2016”, oferecido pelo Fesempre Mulher. Neste ano, a premiada foi a funcionária da Federação, Marlene Fonseca da Silva. Houve ainda o sorteio de brindes.






Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais