Destaques, Notícias Publicado: 22/09/2016 | 23:02

Presidente da CSPB reconhece força da federação na solenidade de abertura do 11º Congresso da Fesempre

De maneira consistente surge e floresce a maior federação sindical do país: a Fesempre", destaca João Domingos






por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel





Dirigentes sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB e diversas entidades sindicais do setor público participaram, na noite desta quinta-feira (22), da abertura solene do 11º Congresso Interestadual da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre. Conduzida pelo presidente da federação sindical, Aldo Liberato, a cerimônia apresentou aos congressistas os principais desafios que ameaçam o serviço público e a sociedade brasileira.



O presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, relatou  que na Colônia de Férias da UNSP ele deu seu passo decisivo no movimento sindical ao assumir a presidência da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. "Minas Gerais era um estado em que a CSPB  não conseguia organizar sua base. Naquela época não havia entidade sindical à altura da representação e das necessidades do estado de Minas Gerais. Hoje, de maneira consistente, surge e floresce a maior federação sindical do país: a Fesempre. Ao assumir posição protagonista, multiplica-se as responsabilidades. Na confederação enfrentamos o mesmo desafio. Não há nenhuma questão de interesse dos servidores públicos que não passe pela CSPB. Diante de tantos desafios, observamos uma ação orquestrada para aniquilar o serviço público nacional. Projetos como o PLP 257/2016, já aprovado na Câmara dos Deputados, e a PEC  241/2016, de perfil ultra-neoliberal, perseguem um cenário de terra arrasada, com uma agenda de estado mínimo que sacrifica, sobretudo, a parcela socialmente mais vulnerável da sociedade", alertou Domingos.
 


O presidente da Fesempre e diretor de Comunicação da CSPB, Aldo Liberato, argumentou que o crescimento da Fesempre está diretamente relacionado com os investimentos da entidade em qualificação sindical e no atendimento eficiente das demandas encaminhadas pelos sindicatos de base. "Amanhã toma posse, formalmente, a nova diretoria da nossa Federação. Democracia é a marca da Fesempre. Nosso sucesso está diretamente relacionado com o empenho de todos os que se dedicam, diariamente, a ofertar o seu melhor à nossa entidade sindical", homenageou Liberato. 



O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, José Calixto Ramos, lamentou em seu discurso a postura do novo governo de se empenha em reformas prejudiciais aos trabalhadores do setor público e privado. "Diariamente os jornais noticiam o empenho do governo e de sua base parlamentar para emplacar as reformas trabalhista e da Previdência. Em ambos os casos, o que se observa é a tentativa de subtrair direitos com prejuízos irreparáveis à classe trabalhadora. Nós não seremos obstáculo para a governabilidade do país. Nós queremos respeito aos interesses e às expectativas dos trabalhadores brasileiros. Uma comissão especial criada na Câmara dos Deputados, com 203 assinaturas de parlamentares da esfera federal, pretende acabar com o imposto sindical. Fragilizar financeiramente as entidades, é o caminho para reduzir a resistência à todos os projetos nocivos à classe trabalhadora. A água está subindo para o pescoço. Se não nadarmos contra essa maré morreremos afogados. Este é o nosso desafio: impedir retrocessos prejudiciais à sociedade, aos trabalhadores e ao movimento sindical brasileiro", argumentou o líder sindical.



Representando a CTB, o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro "JP", orientou os congressistas a aproveitar o calendário eleitoral para apoiar legítimos representantes da classe trabalhadora. "As decisões são tomadas na esfera política. A agenda de ameaças e retrocessos ocorre, sobretudo, pela baixa representação dos trabalhadores nos poderes constituídos. Urge nos unirmos em torno de ampliar uma autêntica representação política que esteja alinhada aos interesses da sociedade e dos trabalhadores. Nos omitirmos neste momento decisivo, pode nos conduzir ao colapso social do país. Precisamos nos manter firmes e unidos de maneira a interromper as tentativas de subtrair direitos políticos, trabalhistas e sociais", disse.



O secretário-geral da CSPB, Lineu Mazano, desejou aos congressistas que o evento cumpra com sua verdadeira função: "construir as melhores estratégias e ação unitária contra a agenda de desmanche do estado brasileiro e das leis que resguardam direitos básicos do cidadão. "Diante das circunstâncias, é preciso reagir, da maneira mais calculada e estratégica possível, para fazer um contraponto à altura dos nossos desafios", disse Lineu.







Secom/CSPB