Destaques, Notícias Publicado: 2/08/2016 | 14:07

PLP 257/16: CSPB intensifica articulação política na Câmara contra o projeto

Representantes da confederação continuam mobilizados em defesa do serviço público brasileiro. Sindicalistas falam em greve geral caso o PLP 257 seja aprovado na Câmara.






por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel
 




 


A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, segue firme nas ações que visam barrar a aprovação do PLP 257/16 na Câmara Federal. Representantes da confederação permanecem mobilizados, nesta terça-feira (2) e, em ação conjunta e articulada, abordam parlamentares da casa legislativa em trânsito ou em seus respectivos gabinetes apresentando os riscos e retrocessos contidos no texto do projeto.


 
Os sindicalistas mais uma vez se reuniram no auditório Freitas Nobre com objetivo de organizar o movimento. Lideranças de todo o país acenaram para a necessidade de viabilizar uma greve geral caso o PLP 257/2016 seja aprovado na Câmara dos Deputados.“ Precisamos mostrar força e unidade contra os sucessivos ataques ao arcabouço de leis que protegem os trabalhadores do setor público e da iniciativa privada. Não seguiremos passivos ao desmonte do estado brasileiro. Vamos parar o Brasil se necessário!”, alertou o secretário-geral da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio Grande do Sul – Fesismers, Luiz Claudeomiro de Quadros “Chicão”. 

Em que pese o empenho dos dirigentes sindicais, as ações estão sendo realizadas com “ severas limitações” , dado impedimento para a entrada dos dirigentes sindicais na "Casa do Povo".  "Uma atitude antidemocrática incoerente com preceitos republicanos", alertou o secretário-geral da CSPB, Lineu Mazano.



Ao tentarem ingressar no Salão Verde, representantes sindicais foram barrados e agredidos por seguranças da casa legislativa. "Agredir trabalhadores do setor público e impedir seu ingresso na Câmara Federal, trata-se de uma postura truculenta é inaceitável; nem na época da ditadura o acesso de trabalhadores na Câmara foi impedido", argumentou o diretor adjunto de finanças da CSPB, Cosme Nogueira.


 
Após o tumulto o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), reuniu com os sindicalistas na tentativa de ingressar algumas lideranças na casa legislativa. A tentativa, no entanto, mais uma vez foi frustrada pelo álibi do Departamento de Segurança da Câmara dos Deputados de que o ingresso pode acarretar "danos ao patrimônio". Durante o conflito no anexo 4 , uma porta de vidro foi quebrada no confronto entre sindicalistas e seguranças legislativos. "Nada disso teria ocorrido se o acesso dos trabalhadores fosse autorizado. Tal circunstância é lamentável diante de um cenário onde a classe política anda tão desprestigiada. É preciso uma profunda reflexão sobre papel do parlamento na democracia brasileira", argumentou o parlamentar.


 
Os sindicalistas seguem firmes no esforço conjunto para barrar a aprovação do PLP 257/2016. 




Secom/CSPB